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Após tentativa de assassinato, Argentina retoma julgamento contra Cristina Kirchner

Congresso da Argentina aprova resolução de repúdio ao atentado contra Cristina Kirchner

Congresso da Argentina aprova resolução de repúdio ao atentado contra Cristina Kirchner

O julgamento por suspeita de corrupção contra a vice-presidente da ArgentinaCristina Kirchner e outras 12 pessoas será retomado nesta segunda-feira (5), mesmo depois da tentativa de assassinato da semana passada.

Os primeiros a se pronunciarem serão os advogados de defesa de um outro réu —a defesa de Cristina Kirchner é esperada para o fim de setembro. Ainda não há data marcada, pois as alegações são apresentadas de acordo com uma lista em ordem alfabética.

Cristina é acusada de favorecimento, quando era presidente, ao empresário Lázaro Báez na concessão de licitações para a realização de obras públicas na província de Santa Cruz.

A audiência desta segunda estará dedicada às alegações de Héctor Garro, ex-diretor de obras públicas em Santa Cruz.

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Atentado contra Cristina Kirchner — Foto: TELAM / AFP

Atentado contra Cristina Kirchner — Foto: TELAM / AFP

Cristina pode ser presa por 12 anos

A promotoria pediu 12 anos de prisão e inabilitação perpétua do exercício de cargos públicos para Kirchner, sob a acusação dos crimes de associação ilícita e administração fraudulenta.

No entanto, como ela é vice-presidente, ela tem foro privilegiado que a exime de ir para a prisão ou ficar inabilitada. O veredicto deve ser emitido até o fim deste ano.

O Ministério Público estima que o montante desviado do Estado foi de bilhões de dólares.

Tentativa de assassinato

A etapa final deste processo judicial, iniciado em 2019, acontece em meio a um clima de crescente polarização política, agravado pelo atentado cometido contra a ex-presidente na noite de quinta-feira por um homem de 35 anos, perto de sua casa em Buenos Aires.

Fernando Sabag Montiel, nascido no Brasil, de pai chileno e mãe argentina, foi preso por apontar uma pistola contra a cabeça de Cristina, quando ela cumprimentava seus simpatizantes na rua. Apesar de homem ter apertado o gatilho duas vezes, a arma não disparou.

A Justiça ainda não conseguiu determinar se o agressor tem cúmplices ou se agiu sozinho. Também há investigações se houve alguma falha no esquema de segurança da vice-presidente.

Até o momento, Kirchner não fez nenhuma declaração.

A tentativa de assassinato foi imediatamente repudiada pelos principais nomes da política na Argentina. Na sexta-feira, uma enorme manifestação aconteceu em apoio a ex-presidente e em repúdio à violência.

Clima político piora

No sábado, ocorreu uma sessão tensa na Câmara dos Deputados. O ataque foi condenado pelos deputados, mas a maior parte dos legisladores da oposição se ausentou após a assinatura do texto.

Os governistas afirmaram que alguns meios de comunicação estariam incitando o clima de violência no país. Neste domingo (4), o ex-presidente Mauricio Macri criticou essas afirmações: "O próprio ministro do Interior estabeleceu um vínculo direto entre editoriais de jornais, rádio e televisão e o ataque a Cristina Kirchner. Esta atribuição é tão irracional como o próprio atentado, e pode colocar em perigo a vida de jornalistas, a integridade dos meios de comunicação independentes e da própria democracia", escreveu o ex-presidente.

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