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Ao rei Charles III caberá deter o sentimento antimonarquista entre os súditos britânicos

Morre Rainha Elizabeth II: relembre a trajetória da mais longeva monarca britânica

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Estabilidade é a palavra que define a importância que Elizabeth II imprimiu ao Reino Unido. Em 70 anos, 15 primeiros-ministros passaram pelo seu crivo, enquanto a monarca consolidava o respeito e a confiança de seus súditos. A rainha parte com 86% de popularidade, mas, sem ela à frente do trono britânico, substituída pelo herdeiro Charles, a monarquia de mil anos enfrenta desafios prementes.

Seis em cada dez britânicos apoiam a instituição, de acordo com uma pesquisa feita em maio pelo YouGov, durante o Jubileu de Platina da rainha. Um em cada cinco revelou preferir que o país tenha um chefe de Estado eleito presidente. Entretanto, quando a idade dos entrevistados diminui para 18 a 24 anos, o prestígio da realeza cai e se equilibra entre os que querem a sua manutenção e os que defendem o sistema republicano.

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Na solidez de seu reinado, Elizabeth II pôde testemunhar o declínio do apoio à monarquia. No Jubileu de Diamante, dez anos antes, a instituição tinha 73% de respaldo entre os súditos. Enquanto a saúde da monarca deteriorava e ela, aos poucos, cedia espaço a Charles e William nos compromissos oficiais, as crises dentro da família se tornaram mais turbulentas.

O neto Harry abdicou de suas funções e se mudou com a mulher Meghan para a Califórnia, deflagrando denúncias de racismo na família. O filho Andrew, tido como o preferido de Elizabeth II, perdeu títulos de nobreza e foi afastado, processado nos EUA por abuso sexual. O principal assessor do príncipe herdeiro foi demitido, acusado de corrupção.

É nesse ambiente que Charles III desembarca como monarca, ciente de que está longe de alcançar a admiração e o respeito conquistados pela mãe, embora tenha sido preparado para esta função durante 70 anos.

Com 73 anos, seu reinado, ao lado da mulher Camila, agora rainha-consorte, será curto – mais parecido com uma transição, se levarmos em conta as sete décadas que preencheram o currículo de Elizabeth.

Ele herda a monarquia mais bem-sucedida da História moderna e a chefia da Comunidade Britânica, mas dificilmente se livrará da sombra da mãe e do traquejo político que a caracterizava. Afinal, como resumiu certa vez o ex-premiê australiano Malcolm Thurbull, diante dela, até os republicanos mais convictos, como ele, se transformavam em elisabetanos de primeira linha.

Ao rei Charles III caberá, sobretudo, deter o sentimento antimonarquista que vem sendo alimentado por parte de seus súditos.

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