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Laudo aponta que professor acusado de matar um homem e esfaquear uma mulher em motel tem transtornos psiquiátricos

Casal foi esfaqueado em um motel de Londrina — Foto: Reprodução/RPC

Casal foi esfaqueado em um motel de Londrina — Foto: Reprodução/RPC

Um laudo psiquiátrico realizado para avaliar a saúde mental de professor acusado de matar um homem e esfaquear um mulher em um motel de Londrina, no norte do Paraná, em dezembro de 2020, tem transtornos psiquiátricos. Com esse documento, a defesa acredita que ele não será julgado pelo Tribunal do Júri.

O crime foi em 13 de dezembro de 2020 em um motel que fica na saída de Londrina para Ibiporã. O professor Indalécio dos Santos, de 39 anos, estava em um quarto com o casal.

Segundo a acusação, na madrugada, enquanto o casal dormia, o professor foi até o carro, pegou uma faca e agrediu marido e mulher. O homem não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A mulher foi levada ao hospital e após ser atendida, prestou depoimento à Polícia Civil.

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Após o crime, o professor contou que teria sido sequestrado pelo casal, mas a versão foi rebatida em depoimentos de outras pessoas, inclusive, de uma funcionária do motel. Segundo o boletim de ocorrências, o professor e o casal usaram drogas e mantiveram relações sexuais.

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Idalécio dos Santos foi preso, mas depois foi encaminhado para tratamento psiquiátrico. O advogado apontou que o cliente é dependente químico e tem problemas psicológicos.

A perícia apontou que o professor tem transtorno esquizoafetivo, alternando delírios, alucinações e depressão, com distorções da percepção da realidade.

Seguno o laudo, no momento do crime o professor não tinha capacidade para entender o que estava fazendo.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) queria que o professor fosse julgado por assassinato, mas com este laudo de insanidade mental, Indalécio dos Santos pode ficar sem qualquer condenação criminal.

A lei determina que, nestes casos, o acusado fique internado por tempo indeterminado para tratamento e não seja levado a julgamento por assassinato no Tribunal do Júri.

A defesa do professor Indalécio dos Santos reafirmou que ele não tinha domínio sobre seus atos no momento do crime e que, conforme o laudo psiquiátrico, a condição dele inviabiliza qualquer tentativa de punição criminal.

A justiça ainda vai analisar este novo laudo e o Ministério Público também terá prazo para se manifestar antes da decisão final.

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