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Italianos ameaçam bloquear portos contra passe sanitário

Um grupo de trabalhadores italianos está ameaçando bloquear "todas as operações" dos portos de várias cidades do país europeu, a partir desta sexta-feira (15), em protesto contra a obrigatoriedade do certificado sanitário para todos os profissionais.
    A medida para tentar conter a propagação da Covid-19 entrará em vigor amanhã e está deixando as categorias em pé de guerra com o governo italiano porque, diante de uma cota de trabalhadores não vacinados, não querem privar as pessoas de suas funções.
    O decreto assinado pelo primeiro-ministro Mario Draghi determina as diretrizes sobre a obrigação de todos os funcionários mostrarem seu passaporte sanitário antes de começar a trabalhar.
    "O bloqueio de sexta-feira está confirmado, mas eles não vão parar apenas o porto de Trieste e Gênova. Quase todos os portos vão parar", anunciou Stefano Puzzer, porta-voz do sindicato dos trabalhadores da unidade.
    Segundo Puzzer, "sem mediação com aqueles que violam as liberdades e direitos dos cidadãos italianos, a única maneira possível é a abolição do passe verde". O grupo garante que entrará em greve até que a meta seja atingida, mesmo que a decisão não seja unânime.
    O porta-voz dos estivadores afirmou ainda "que o porto de Trieste trabalha 90% com exportação" e todos querem "ver o que os europeus dirão quando verem que suas mercadorias estão bloqueadas por um decreto aprovado apenas na Itália".
    A prefeitura local, por sua vez, pediu a revogação da manifestação e afirmou que greve não autorizada é crime.
    Já em Gênova, onde algumas empresas estão dispostas a arcar com o custo dos exames para detectar a Covid-19, os estivadores não vacinados chegariam a 20% do total.
    "Se o Estado entende que a vacina deve ser obrigatória, deveria fazer, assumindo suas responsabilidades e sem delegá-las aos trabalhadores, entre os quais há muito medo. Que se encontrem outras soluções. Na Itália são 12 vacinas obrigatórias; 13 não fariam diferença", enfatizou José Nivoi, porta-voz do Coletivo de Trabalhadores Autônomos do Porto (Calp).
    No entanto, mais ao sul, nos portos de Nápoles, Castellammare di Stabia e Salerno, o risco de bloqueio de atividades parece muito baixo Diversos prefeitos italianos e membros do Departamento de Segurança Pública publicaram um comunicado para alertar sobre os possíveis protestos e para pedir às autoridades a "intensificação máxima" da operação de controle dos territórios, além da "observação" contra sujeitos ou grupos "considerados perigosos para a ordem pública".
    "Nas próximas horas, iniciativas contra o passe verde poderão ocorrer em frente às "entradas de empresas" e "em aeroportos, portos, terminais rodoviários e ferroviários, visando criar transtornos com possíveis entraves à regularidade dos serviços e atividades produtivas", diz o comunicado.
    Além disso, o delegado italiano Lamberto Giannini observa que não "se pode excluir" que a data é "um pretexto para um protesto", com "ações para objetivos expostos a risco e com possíveis episódios de conflito entre grupos aderentes a extremismos opostos".
    Na tentativa de evitar o bloqueio, o Ministério do Interior da Itália pediu às empresas portuárias que façam testes gratuitos aos seus trabalhadores, em vez deles terem que pagar. No entanto, os sindicatos responderam que só vão parar se a medida, que ficará em vigor pelo menos até o final do ano, for revogada.
    Para o membro do conselho da Coordenação dos Trabalhadores do Porto de Trieste, Alessandro Volk, seria uma jogada inteligente se o governo prorrogasse a medida até 30 de outubro para depois encontrar uma solução.
    Até o momento, cerca de 2,5 milhões de trabalhadores ainda não foram vacinados contra a Covid-19.

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