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Tucanos evitam confrontos e ressaltam terceira via em último debate

Os candidatos do PSDB às prévias do partido exibiram mais concordâncias e ensaiaram uma reconciliação em debate promovido pela CNN nesta quarta-feira, 17. O encontro entre os governadores João Doria (São Paulo) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), e o ex-senador do Amazonas, Arthur Virgílio, é o último antes da votação, marcada para o domingo. Virgílio ainda pediu para Leite e Doria um compromisso para que os candidatos permanecessem no PSDB, independente do resultado da prévia. "Precisamos desbolsonarizar o partido", disse.

A afirmação foi feita após um debate acirrado realizado pelo Estadão, com trocas de farpas entre o gaúcho e o paulista, e o pedido de adiamento da eleição feito pelo deputado federal Jutahy Júnior (BA), aliado de Leite - movimento que causou reação dos coordenadores da campanha de Doria.

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Durante o debate, os três candidatos mantiveram o posicionamento contra o presidente Jair Bolsonaro. "Nossos sentimentos, dos três candidatos, é um sentimento pelo Brasil", disse Doria. O governador paulista disse que o vencedor construirá "uma alternativa que faça os extremismos de Lula e Bolsonaro".

Eduardo Leite, João Doria e Arthur Virgílio, candidatos às eleições prévias do PSDB;  partido é o único a realizar eleições internas para a escolha do nome que concorre ao Palácio do Planalto em 2022
Eduardo Leite, João Doria e Arthur Virgílio, candidatos às eleições prévias do PSDB; partido é o único a realizar eleições internas para a escolha do nome que concorre ao Palácio do Planalto em 2022
Foto: Reprodução/CNN / Estadão

Os três candidatos mantiveram críticas à condução da pandemia por parte do presidente Jair Bolsonaro. Doria e Leite mantiveram concordância em relação à apresentação de projetos próprios em seus governos estaduais.

Em temas próximos ao bolsonarismo, como o porte de armas, Leite acredita que a solução para a diminuição da criminalidade não é a redução do armamento disponível à população, mas entende que a solução "não é o absoluto desarmamento".

Para ele, em lugares de acesso mais difícil, como zonas rurais, cabe a possibilidade de porte de armas para a proteção de propriedade. "Mas, seguramente, não se trata de uma política armamentista, que na mão dos cidadãos abra espaço para mais violência".

Arthur Virgílio, por sua vez, seguiu com fortes críticas à política ambiental do governo federal, com afirmações duras sobre o agronegócio na Amazônia. "Precisamos cuidar dos rios, que não vivem sem as florestas e das florestas, que não vivem sem os rios."


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