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Kassab diz que Bolsonaro quer 'lutar na lama'

BRASÍLIA — Atacado mais cedo por Jair Bolsonaro nesta quinta-feira, 25, o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab resolveu reagir às declarações do presidente. "Talvez a única especialidade dele seja brigar e tentar levar as pessoas para lutar na lama", disse o presidente nacional do PSD ao Estadão/Broadcast.

Em entrevista a uma rádio baiana na manhã desta quinta-feira, 25, Bolsonaro subiu o tom contra Kassab, ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicações na gestão Michel Temer, e disse que o dirigente partidário quer a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao poder.

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"Antes do Marcos Pontes, quem era o ministro da Ciência e Tecnologia? Não sabia a diferença entre gravidade e gravidez. Era o senhor Kassab. Olha o que ele faz hoje em dia. Está colado no Lula. Quer a volta do Lula. Com a volta do Lula, vai ser ministro, vai pegar a Caixa Econômica para ele administrar", provocou Bolsonaro.

Kassab disse que não vai polemizar com o chefe do Executivo. "Vou continuar fazendo o trabalho como sempre fiz, pelo bem do Brasil, com espírito público e seriedade", afirmou. "Quanto ao meu desempenho como ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicação, basta consultar especialistas da área, na qual sou muito elogiado".

O PSD quer lançar o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), como candidato ao Palácio do Planalto, em 2022. Na avaliação de Kassab, Pacheco é "mais bem preparado" e "fala melhor" do que Bolsonaro.

Os ataques do presidente a Kassab vieram um dia depois de o PSD realizar um encontro, em Brasília, para impulsionar o nome de Pacheco como postulante da chamada "terceira via" - ou seja, uma candidatura para superar a polarização entre Bolsonaro e Lula.

No comando do Senado, o mineiro - que nesta quarta-feira assumiu tom de pré-candidato à sucessão de Bolsonaro - tem sido um ponto de resistência às pautas do governo no Congresso.

Nos bastidores, muitos apostam que Kassab aceitaria negociar apoio do PSD a Lula na disputa de 2022. A hipótese, no entanto, é negada pelo ex-prefeito de São Paulo, que também foi ministro das Cidades na gestão Dilma Rousseff.


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