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Alemanha tem novo recorde diário de casos de covid-19

País registra mais de 92 mil novas infecções em 24 horas. Autoridades alertam que mortes e hospitalizações devem aumentar, com o avanço da variante ômicron. Ministro da Saúde sinaliza imposição de novas restrições.A Alemanha voltou a superar nesta sexta-feira (14/01) sua maior marca diária de novos casos de covid-19. O Instituto Robert Koch (RKI), a agência de prevenção e controle de doenças do país, registrou 92.223 infecções em 24 horas.

70% da população alemã já está inteiramente vacinada
70% da população alemã já está inteiramente vacinada
Foto: DW / Deutsche Welle

Isso significa 35.888 casos a mais do que o total da sexta-feira anterior, quando a contagem diária foi de 56.335. Até então, o recorde de novas infecções em 24 horas era de pouco mais de 80 mil, registradas na última quarta-feira.

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A incidência de casos em sete dias, chave para as políticas anticovid no país, vem subindo constantemente desde o início do ano, chegando nesta sexta-feira a 470,6 infecções para cada 100 mil habitantes. Há uma semana, esse índice era de 427,7.

Foram registradas 226 mortes em 24 horas, o que eleva o total de óbitos acumulados desde o início da pandemia para 115.337. Segundo o RKI, a variante ômicron está por trás de 73% das novas infecções.

O diretor do RKI, Lothar Wieler, alertou que o país deve estar preparado para um aumento do número de hospitalizações e mortes, em razão dos recordes sucessivos nas contagens de casos diários. Ele afirma que, em questão de dias, a ômicron se tornará a cepa dominante na Alemanha, superando as infecções pela variante delta.

Para Wieler, a Alemanha começa a entrar numa nova fase da pandemia. Mesmo se as infecções com a ômicron forem, de fato, mais moderadas, como sugerem as evidências iniciais, o número de contágios indica que o país deve contar um aumento dos casos graves e mortes.

A contagem de mortes por covid-19 na Alemanha ainda não teve aumento significativo, mas, segundo Wieler, "isso vai mudar".

Novas restrições à vista

Na mesma conferência de imprensa, o ministro da Saúde, Karl Lauterbach, disse esperar um novo pico nos índices de infecção, mas que novas regulamentações e um aumento da vacinação devem ajudar a lidar com a crise.

A estratégia, segundo o ministro, será desacelerar a pandemia através das restrições enquanto, ao mesmo tempo, amplia-se a vacinação, com a aplicação do maior número possível de doses. Isso, em sua opinião, poderá achatar a curva das hospitalizações e, com o tempo, aliviar a pressão sobre o sistema de saúde.

O objetivo é "transformar o aguardado paredão de infecções numa colina, se possível, ou ao menos fazer com que esse muro não seja tão alto". O ministro avalia que as restrições impostas recentemente tiveram o efeito desejado de desacelerar as transmissões do vírus, em comparação a outros países.

Em sua opinião, novas restrições - como, por exemplo, a exigência da apresentação nos restaurantes de testes com resultados negativos também para pessoas vacinadas - podem ser de grande ajuda.

Relaxamento das quarentenas

Paralelamente, as câmaras alta e baixa do parlamento alemão aprovaram a redução dos períodos de quarentena. Quem recebeu recentemente a terceira dose da vacina - ou os vacinados com duas doses ou recuperados nos últimos três meses - não necessita mais ficar em isolamento, caso entre em contato com indivíduos infectados.

Para quem não se enquadra nessas condições, o período de quarentena será reduzido para sete dias, mas com a exigência da apresentação de um teste de PCR ou de antígeno com resultado negativo. Isso é válido tanto para quem tiver contato com infectados, quanto para os recuperados da doença.

A redução do período de isolamento visa evitar a escassez de funcionários em áreas essenciais, como nos serviços de assistência social e de saúde. As novas regras foram aprovadas pelo Bundesrat (câmara alta do Parlamento) nesta sexta-feira, depois de passar pelo Bundestag (câmara baixa) no dia anterior.

Porém alguns especialistas alertaram que o relaxamento das regras de quarentena poderá impulsionar o aumento das infecções, resultando em maior pressão sobre o sistema de saúde.

Pouco mais de 70% dos adultos da Alemanha estão com ciclo vacinal completo, sendo que 45% já receberam a terceira dose dos imunizantes, enquanto o país ainda debate a obrigatoriedade da vacinação.

rc/av (Reuters, AFP, DPA)


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