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ONU pede 'moderação máxima' aos envolvidos na crise na Ucrânia

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A subsecretária-geral da ONU, Rosemary DiCarlo, pediu, nesta quinta-feira (17), para todas as partes envolvidas na crise da Ucrânia a "mostrarem moderação máxima", após violação do cessar-fogo firmado no Acordo de Minsk.
    Durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia, DiCarlo enfatizou que "não podemos nos dar ao luxo de falhar", ao relatar "com preocupação as notícias de novas violações do cessar-fogo".
    "Caso se confirme, isso não deve permitir que isso escale mais.
    Pedimos a todas as partes que exerçam a máxima moderação neste momento delicado e se abstenham de qualquer ação unilateral que vá contra a letra e o espírito dos acordos de Minsk, ou comprometa sua implementação, causando novas tensões", acrescentou DiCarlo.
    A subsecretária-geral da ONU ressaltou ainda que a "soberania, a independência e a integridade territorial da Ucrânia dentro de suas fronteiras internacionalmente reconhecidas devem ser respeitadas em conformidade com as respectivas resoluções da Assembleia Geral da ONU".
    Em seu discurso, DiCarlo considerou a crise como "extremamente perigosa" e ressaltou que as questões são "complexas e de longa data". "Embora sejam aparentemente intratáveis, dado o que está em jogo para nossa segurança coletiva e para a estabilidade europeia, esses problemas podem e devem ser resolvidos por meio da diplomacia", defendeu ela.
    Hoje cedo, a Rússia alertou que há um sério aumento de tensão na região separatista do Donbass, ao leste da Ucrânia, nos últimos dias, em episódio que pode agravar ainda mais a crise entre as duas nações.
    O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que o governo está monitorando o que ocorre na área, que tem diversos grupos pró-Rússia, e explicou que as provocações das forças ucranianas se intensificaram nas últimas 24 horas.
    Apesar da tensão, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, que também participou da reunião, lembrou que "o objetivo dos EUA não é iniciar uma guerra, mas evitá-la". Para ele, a "diplomacia é a única forma sensata de resolver" essa crise.
    No entanto, Blinken disse, sem dar detalhes, que Moscou busca um "pretexto" para lançar uma ofensiva contra a Ucrânia" e que o país poderia, inclusive, "inventar ataques terroristas, encenar ataques de drones a civis, usar armas químicas, revelar valas comuns falsas".
    Por fim, o secretário americano, Blinken reiterou declarações feitas pelo presidente Joe Biden de que a Rússia estaria pronta para invadir a Ucrânia nos próximos dias e enfatizou que vai pedir ao governo de Vladimir Putin uma declaração clara de que não vai lançar um ataque.
    A expectativa é de que a Assembleia Geral da ONU seja realizada no próximo dia 23 de fevereiro para discutir a situação na Ucrânia.


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