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Polícia dos EUA prende supremacistas brancos por conspiração

Grupo de 31 homens planejava provocar tumulto durante evento LGBTQ+ no estado de Idaho. Agentes foram alertados por morador local, que estranhou movimentação no estacionamento de um hotel.A polícia de Idaho, nos Estados Unidos, prendeu 31 membros de um grupo supremacista branco por planejar um motim em um evento do Orgulho LGBTQ+ na cidade de Coeur d'Alene, neste sábado (11/06).

Grupo defende um etnoestado branco nos EUA
Grupo defende um etnoestado branco nos EUA
Foto: DW / Deutsche Welle

As autoridades informaram que receberam um telefonema de um morador local que viu um grupo de homens entrando em um caminhão, no estacionamento de um hotel.

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Lee White, chefe de polícia da cidade de Coeur d'Alene, disse a repórteres que todos os homens foram acusados de conspiração para tumulto e que poderão sofrer outras acusações no futuro.

Segundo White, o morador local que chamou a polícia informou que "parecia que um pequeno exército estava sendo carregado no veículo".

A polícia de Coeur d'Alene parou o caminhão cerca de 10 minutos após a ligação e encontrou roupas e equipamento anti-motim, uma granada de fumaça, caneleiras e um "plano de operação", o que deixou muito claro a intenção de provocar o tumulto, afirmou White.

"Eles vieram para o tumulto no centro da cidade", disse White.

Os homens são de pelo menos 11 estados, incluindo Texas, Colorado e Virgínia. Apenas um era de Idaho, explicou White.

Grupo de ódio

O vídeo da cena da prisão mostra pelo menos 20 homens ajoelhados ao lado do caminhão, com as mãos amarradas, todos vestindo calças cáqui semelhantes, camisas azuis, balaclavas brancas e bonés de beisebol. Um deles tinha a expressão "Reclaim America" (Recupere a América) escrito na parte de trás da camiseta.

Os homens são membros do Patriot Front, definido como "um grupo de ódio nacionalista branco" pelo Southern Poverty Law Center, que rastreia grupos de ódio e extremismo nos EUA.

O grupo, cujo manifesto pede a formação de um etnoestado branco nos EUA, foi formado após um comício Virgínia em 2017, quando um autodeclarado neonazista arremessou um carro em direção a contra-manifestantes, matando uma mulher.

Le (Reuters, AP)


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