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Itaipu pode ajudar a restabelecer energia durante apagões no Brasil, diz diretor-geral da usina

Itaipu Binacional é utilizada de forma estratégica para ajudar com possíveis apagões no Brasil — Foto: Rubens Fraulini/Itaipu Binacional

Itaipu Binacional é utilizada de forma estratégica para ajudar com possíveis apagões no Brasil — Foto: Rubens Fraulini/Itaipu Binacional

Em meio à grave crise hídrica brasileira, a Itaipu Binacional tem trabalhado de forma estratégica para possibilitar o restabelecimento de energia durante possíveis apagões em grandes centros do Brasil. A informação foi divulgada, nesta quinta-feira (14), pelo diretor-geral brasileiro da usina, general João Francisco Ferreira.

Após seis meses como diretor-geral, Ferreira explicou que a hidrelétrica tem potencial para produzir mais energia do que tem ofertado atualmente, mas segue a determinação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e, por isso, atua com uma produção menor.

"Nós produzimos [energia] daquilo que nos é solicitado. Nós temos uma capacidade de produzir energia em grande quantidade em pouco tempo, então Itaipu é estratégica, porque nós estamos produzindo hoje pouco em relação ao que podemos, de acordo com a orientação que vem de cima, para equilibrar o sistema e evitar um risco de apagões ou crises dessa natureza."

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De acordo com Ferreira, em casos de apagões, por exemplo, em São Paulo (SP) ou Rio de Janeiro (RJ), a hidrelétrica binacional poderá ofertar mais energia em pouco tempo.

"Itaipu pode ser demandada para que saia com uma produção 'x', para dois 'x' em questão de 7, 8, no máximo 10 minutos. Isso faz a diferença. Podemos restabelecer a energia se houver um problema em alguma região que seja grande consumidora. Itaipu é estratégica e, por isso, ela é preservada para nesse momento de crise ela atuar."

A administração da produção de energia nacional ocorre por meio do ONS, que atua com um grupo de crise e com o Ministério de Minas e Energia.

General João Francisco Ferreira completou seis meses como diretor-geral brasileiro da Itaipu — Foto: Marcos Landim/RPC

General João Francisco Ferreira completou seis meses como diretor-geral brasileiro da Itaipu — Foto: Marcos Landim/RPC

Energia mais barata

O gestor brasileiro da usina destacou ainda que a Itaipu deve reduzir a tarifa da energia produzida pela hidrelétrica em 2022, após a dívida feita para construção da usina terminar.

Dessa forma, é possível haver uma redução na conta de luz dos consumidores, segundo Ferreira.

"Seguramente, pelas regras atuais, previstas no nosso tratado de Itaipu, é matemático, a tarifa cai e nós vamos vender energia elétrica para a Eletrobrás e para Ande muito mais barata que agora. Isso só não acontecerá se por algum motivo qualquer os negociadores, Brasil e Paraguai, decidirem alguma coisa diferente. Caso contrário, o benefício vai ser na conta de luz dos brasileiros e dos paraguaios, que vai diminuir o preço."

Leilões na Vila A

Durante a coletiva de imprensa, o diretor-geral mencionou ainda o andamento do processo de leilões das casas da Vila A, que pertencem à Itaipu.

O primeiro leilão será apenas com casas vazias, para servir de base para o segundo, que deve leiloar 860 residências ocupadas por moradores.

"Vamos fazer esse [primeiro] leilão de acordo com a lei, normal e sem afetar absolutamente ninguém. Então, após esse leilão, nós começaremos a estudar o processo para as casas subsequentes, isso demora bastante tempo. Então acreditamos que as próximas vendas, quando houverem, só ocorrerão a partir de 2022."

Perimetral leste

Projeto como deve ficar a Perimetral Leste, em Foz do Iguaçu — Foto: Itaipu Binacional/Divulgação

Projeto como deve ficar a Perimetral Leste, em Foz do Iguaçu — Foto: Itaipu Binacional/Divulgação

Com recursos da Itaipu, a obra da perimetral leste está atrasada em Foz do Iguaçu. Segundo o diretor-geral, isso ocorreu por causa das desapropriações e mudanças no projeto original.

"São reajustes normais, previstos e que têm que ser pagos. Por isso houve um pequeno retardo na perimetral, que vai nos levar à conclusão da perimetral, a princípio, para 2023, mas os recursos já estão, digamos, disponibilizados."

A construção começou em março de 2021 e estava prevista para ser entregue até o final de 2022, com o investimento de mais de R$ 140 milhões.

O novo acesso fará a ligação entre a Ponte da Integração, que está sendo construída sobre o Rio Paraná, e a rodovia BR-277, com 15 quilômetros de extensão.

O objetivo do projeto é solucionar o problema logístico do trecho.

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