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Policial bolsonarista que matou tesoureiro do PT deve deixar hospital e ir para a prisão; Justiça negou domiciliar

Em dezembro de 2020, Jorge Guaranho posta foto fazendo símbolo de arma com as mãos — Foto: Reprodução/Rede social

Em dezembro de 2020, Jorge Guaranho posta foto fazendo símbolo de arma com as mãos — Foto: Reprodução/Rede social

A Justiça do Paraná determinou nesta quinta-feira (4) que o policial bolsonarista Jorge Guaranho, que matou o tesoureiro do PT Marcelo Arruda, seja transferido para Complexo Médico Penal assim que receber alta médica.

A decisão é do juiz Gustavo Germano Francisco Arguello, da 3ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu,no oeste do Paraná.

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O bolsonarista está internado em hospital de Foz do Iguaçu desde 10 de julho e a previsão é de que receba alta hospitalar nesta sexta-feira (5). Ele está internado no Hospital Ministro Costa Cavalcanti.

O juiz se manifestou após a defesa de Guaranho pedir o relaxamento da prisão preventiva, decretada dois dias após o crime.

Os advogados defenderam medidas cautelares menos rigorosas, argumentando que a gravidade do crime imputado ao policial não justifica a prisão preventiva. Como alternativa, propuseram também a prisão domiciliar, destacando o quadro de saúde de Guaranho.

“A alta hospitalar não significa alta médica, tendo em vista que o paciente demanda cuidados especializados para atividades básicas da vida”, afirma a defesa do policial. À Justiça, os advogados citam a necessidade de Guaranho passar por reabilitação, com fisioterapia e fonoaudiologia.

Ao se manifestar sobre o pedido, o Ministério Público do Paraná afirma:

"Não há falar em 'alegação vazia da gravidade do crime', 'mera retórica' ou 'atuação contida' do detento na espécie, visto a gravidade acachapante da conduta", afirmam os promotores.

Os promotores foram contra Guaranho ficar preso em casa e contra a substituição da prisão por medidas mais leves de restrição.

O MP pediu que, ao ter alta do hospital, o policial seja transferido para o Complexo Médico Penitenciário do Estado do Paraná ou para o Complexo Penitenciário Federal.

Assim como o MP, o juiz concordou com a necessidade da prisão preventiva.

"Não procede a alegação de ausência de fundamentação na decisão que decretou a prisão preventiva do acusado, notadamente ao se verificar que o decisum prolatado pelo magistrado plantonista bem lastreou a decisão na gravidade in concreto do delito, apontando-a como medida idônea e suficiente para acautelar a ordem pública", afirma.

O juiz determinou ainda que Guaranho seja colocado em cela separada dos demais, como garante a lei ao se tratar de presos integrantes da Administração da Justiça Criminal.

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