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MULTIDISCIPLINAR NA PRÁTICA

Acompanhamento de profissionais de saúde de diversas especialidades é a base da abordagem multidisciplinar no tratamento oncológico — Foto:

Acompanhamento de profissionais de saúde de diversas especialidades é a base da abordagem multidisciplinar no tratamento oncológico — Foto:

Todas às terças-feiras, às 12 horas, a mesma cena se repete no auditório da Oncomed, em Cuiabá. Um a um os diferentes profissionais que atuam na clínica chegam, colocam seus jalecos sob as cadeiras e procuram um lugar para se acomodar. Depois de instalados eles vão à uma mesa, pegam uma marmita, prato, talheres, suco e voltam para seus lugares. Enquanto todos almoçam, os diretores colocam no telão o primeiro caso a ser analisado. É assim, no horário do almoço, que o corpo clínico da Oncomed se reúne, semanalmente, para discutir o melhor tratamento para os pacientes que chegam à clínica todos os dias com o difícil diagnóstico em mãos: câncer.

Durante duas horas a equipe, formada por oncologistas clínicos, cirurgiões oncológicos, mastologistas, hematologistas, radioterapeutas, cirurgiões torácicos, enfermeiros oncológicos, psicólogos, farmacêuticos, entre outras especialidades, analisam e definem, de forma conectada, o plano terapêutico de cada paciente. Nas reuniões clínicas, em média, 12 casos são discutidos pela equipe. Nem mesmo durante o período mais crítico da Pandemia da Covid-19 os encontros foram suspensos. As reuniões aconteceram remotamente para que os pacientes não ficassem sem esse atendimento personalizado.

“A oncologia em si é uma especialidade que necessita de vários profissionais para atender um paciente. Em algum momento o paciente vai precisar da opinião de outro profissional, de uma consulta com ele ou até mesmo de um tratamento. Quando você reúne esses profissionais num mesmo local você consegue discutir o caso desse paciente com todos ao mesmo tempo”, explica a oncologista clínica Cristina Guimarães Inocêncio, diretora-administrativa da Oncomed [CRM-MT: 2869/RQE: 841-840].

Sede da Oncomed Mato Grosso, localizada na Rua Comandante Costa, região central de Cuiabá. — Foto: Keydson Barcelos/QaQ

Sede da Oncomed Mato Grosso, localizada na Rua Comandante Costa, região central de Cuiabá. — Foto: Keydson Barcelos/QaQ

Ela ressalta que as reuniões trazem diversos benefícios para os pacientes e, também, para o corpo clínico. “Analisando todos os casos, de forma multidisciplinar, nós conseguimos, por exemplo, fazer um diagnóstico precoce, diminuir o intervalo entre o diagnóstico e o início do tratamento, é possível, também, diminuir o volume e complexidade da cirurgia desse paciente quando a cirurgia é realizada após uma quimioterapia, associar, ou não, a radioterapia aos tratamentos. Enfim, tudo é discutido. Depois de cada detalhe ser analisado, fazemos um planejamento terapêutico para esse paciente”, diz a médica, e essa análise detalhada de cada caso permite também reduzir os custos do tratamento. “Eu não preciso usar o remédio mais caro, eu tenho que usar o melhor remédio”.

De acordo com ela, se a evolução do paciente não condizer com o plano elaborado pela equipe, ele volta para a reunião clínica onde o caso é rediscutido. “O caso de cada paciente vem para a reunião quantas vezes o médico que estiver assistindo esse paciente achar necessário”, garante a oncologista.

Informações compartilhadas, tratamento otimizado

Nas reuniões todos relatam suas experiências, não apenas os médicos, acontecendo, assim, uma grande troca de informações. As enfermeiras oncológicas, por exemplo, podem levar para a reunião casos clínicos de pacientes que tiveram reações adversas mais exacerbadas, ou seja, além do que era esperado.

“Trazemos isso para a reunião para poder estudar qual a forma que temos de conseguir manter aquele tratamento, diminuindo os efeitos adversos para o paciente, para ele ter qualidade de vida melhor”, relata a médica.

O farmacêutico também participa das reuniões, já que é preciso ter uma interação entre a medicação que o paciente faz uso domiciliar (para pressão alta, tireoide, depressão...), com a medicação que ele recebe na clínica. “Procuramos identificar as comorbidades que esse paciente tem para prestarmos atenção melhor e sabermos quais efeitos adversos ele pode ter”, pontua Cristina Guimarães.

Há cinco anos na Oncomed, o oncologista clínico Gabriel Zanardo [CRM-MT 5968 / RQE 3846], participa das reuniões desde que elas tiveram início. “Eu gosto muito, pois saímos da reunião com um protocolo definido para o paciente. Analisando caso a caso procuramos fazer o que é melhor para aquela pessoa. Outro fator que considero muito importante na oncologia é a experiência. Temos em nosso quadro clínico profissionais que atuam há 30 anos na área. Um caso que, por exemplo, que é novo para mim, para eles não é. Essa troca de experiências que realizamos nas reuniões é enriquecedora e muito produtiva”, destaca o oncologista.

Para ele, analisar de forma multidisciplinar os casos traz segurança para a equipe e para o paciente. “Não é uma opinião única. Não é uma avaliação do Gabriel é de toda uma equipe que analisou aquele caso para formar protocolos específicos que visam oferecer o melhor tratamento para aquele paciente”.

Os casos que chegam à clínica são analisados imediatamente nas reuniões não por acaso. Tudo tem uma razão. “O primeiro tratamento é o mais importante, porque depois dele você só vai remediar. Se você fizer bem-feito o primeiro tratamento, as chances de cura desse paciente são maiores. Por isso, nossas reuniões são democráticas, pois não estamos ali para competir, para disputar ou para desmerecer ninguém. Nossa proposta é somar e oferecer o que há de melhor para o paciente, pois essa é a missão da Oncomed”, finaliza a oncologista clínica Cristina Guimarães Inocêncio.

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DIRETOR TÉCNICO RESPONSÁVEL: MARCELO BENEDITO MANSUR BUMLAI CRM-MT: 2663


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