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Acusados de matar jovem grávida em Parauapebas serão julgados em Belém, determina TJPA

Ana Karina estava grávida de 9 meses quando foi morta a mando do pai do bebê, que se recusava a pagar pensão — Foto: Reprodução/TV Liberal

Ana Karina estava grávida de 9 meses quando foi morta a mando do pai do bebê, que se recusava a pagar pensão — Foto: Reprodução/TV Liberal

O Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) determinou que o julgamento dos três acusados de envolvimento no assassinato da jovem Ana Karina Guimarães, morta em 2010, em Parauapebas, seja realizado em Belém. A decisão atendeu um pedido da defesa de um dos réus. De acordo com a Justiça, o julgamento será realizado na quinta-feira (11).

Na época do crime, Ana Karina tinha 29 anos e estava grávida, no nono mês de gestação. Um dos envolvidos no crime era o pai da criança. Até hoje, o corpo da jovem e do bebê nunca foram encontrados.

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A decisão do TJPA atendeu um pedido de desaforamento, que é a mudança de comarca. O caso seria julgado, inicialmente, pela Justiça de Parauapebas. No entanto, a defesa dos réus alegou que o município não oferecia a proteção suficiente aos acusados.

O pedido de mudança de comarca foi protocolado na Justiça do Pará em 2018. Na ocasião, o julgamento dos acusados estava marcado para ocorrer em Parauapeas, mas foi suspenso devido à entrada do recurso.

Entenda o caso

Alessandro Camilo é apontado pelo Ministério Público como mandante do crime e teve pedido de habeas corpus negado. Ele teria planejado o assassinato com o apoio de sua noiva, Graziela Barros de Almeida, e atraído a vítima para uma emboscada. Alessandro, sob o argumento de que repassaria valores a Ana Karina para as despesas do parto, marcou encontro com a vítima, levando-a para um local ermo, onde já aguardavam Francisco de Assis Dias e Florentino de Souza Rodrigues, os outros dois acusados no processo.

A vítima foi morta a tiros, sendo depois colocada em um tambor que estaria na carroceria da caminhonete de Alessandro, e jogada no rio Itacaiunas. Antes, no entanto, os acusados teriam colocado pedras no tambor e feito perfurações, para que permanecesse no fundo do rio.


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