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Em Belém, evento traz shows de carimbó e estreia de documentário sobre a cultura ribeirinha

 Eduardo Souza, diretor do filme “Lendas e causos do Rio Meruú”, durante gravação na comunidade ribeirinha, em novembro de 2021 — Foto: Divulgação

Eduardo Souza, diretor do filme “Lendas e causos do Rio Meruú”, durante gravação na comunidade ribeirinha, em novembro de 2021 — Foto: Divulgação

O açaí é mais que alimento amazônico. É um elemento que perpassa a ancestralidade e a cultura ribeirinha. Neste domingo (28), I Feira da Cadeia Produtiva do Açaí de Igarapé –Miri traz a Belém a riqueza do universo que deriva do povo da floresta e sua relação com o fruto. A programação conta com artesãos locais, shows de artistas regionais e a estreia de documentário, além de oficinas e palestras. O evento começa às 9h e segue até 13h, no Teatro da Estação Gasômetro, com entrada franca.

“O objetivo da Feira é mostrar a trajetória do açaí, desde a cultura alimentar até o fruto como um grande negócio, além da questão folclórica, cultural das lendas amazônicas. Esse aspecto é fundamental porque, quando você evidencia esses costumes que estão sendo esquecidos, você reforça a identidade da comunidade florestal. A feira faz todo esse diálogo”, conta o presidente da Federação das Cooperativas da Agricultura Familiar do Estado do Pará (Fecaf), César Marinho.

Um dos maiores nomes da gastronomia amazônica, o chef Ophir Oliveira, à frente do projeto Sabor Selvagem, conduz o bate-papo "Açaí de várzea, açaí do futuro". Voltada para crianças, será realizada a oficina “Brincar com açaí”. A programação conta também com a estreia do documentário “Lendas e causos do Rio Meruú”, e bate-papo com o cineasta Eduardo Souza, da Mekaron Filmes. O filme foi gravado em novembro deste ano, na comunidade de Nazarezinha.

“A ideia é retratar esses personagens ribeirinhos que são praticamente invisíveis na noção que a maioria das pessoas tem do açaí. Um produto que se tornou mundial, muito famoso, mas a verdade é que ninguém tem ideia de quem está por trás dessa produção, que é um processo árduo, perigoso. Há muito por trás desse produto. A ideia é revelar essas pessoas que estão por trás desse processo, mas revelá-las de forma mítica, a partir de seu imaginário que é tão forte. Tentamos unir duas coisas: o registro da memória da vida ribeirinha, que é muito pouco registrada, e as pessoas que estão por trás desse processo do açaí”, conta Eduardo.

A Feira também traz música, com shows do Carimbó de Igarapé-Miri e Grupo Manipará. O evento, organizado pela Cooperativa Agropecuária dos Produtores Rurais de Meruú (COOAPRIME), é um evento contemplado no Edital Multilinguagens - Cultura Alimentar da Lei Aldir Blanc, promovido pela Secretaria de Cultura do Pará (Secult-PA) e Governo Federal.

Serviço

I Feira da Cadeia Produtiva do Açaí de Igarapé-Miri será realizada neste domingo (28), em Belém. A programação começa às 9h e segue até 13h, no Teatro da Estação Gasômetro. Entrada franca.


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