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Fruto de palma tem várias aplicações, como o óleo de dendê; entenda

Óleo de palma — Foto: MPOB/Nature

Óleo de palma — Foto: MPOB/Nature

O óleo de dendê, por estar muito presente nos pratos típicos da culinária baiana, acaba sendo associado àquele estado, mas, na verdade, o Pará é responsável por praticamente toda a produção nacional.

Segundo a Associação Brasileira de Produtos de Óleo de Palma (Abrapalma), 88% do dendê (também chamado de óleo de palma por conta da planta de onde é extraído) produzido no Brasil é do Pará. A Bahia fica em segundo lugar, com 11%.

O óleo de palma é uma das essências mais comercializadas no mundo - 32% de todo o óleo produzido no mundo. Valioso, tem uma série de aplicações em diferentes indústrias e movimenta um negócio bilionário.

No Pará, empresas travam uma disputa com comunidades indígenas e quilombolas, que envolvem acusações de grilagem, ameaças a lideranças locais e até cartório-fantasma, no que especialistas chamam de "guerra de dendê". (leia mais abaixo)

  • Guerra do dendê:acusação de grilagem e conflitos; entenda
  • Mortes: Disputa em torno do cultivo já fez vítimas no PA

Já na Europa, a Alemanha anunciou que deve acabar com o uso de óleo de palma em biocombustíveis a partir de 2023, por considerar que a matéria-prima provoca desmatamento excessivo e não pode mais ser considerada combustíveis renovável para transporte.

Fruto de palma na Amazônia. — Foto: Reprodução / Embrapa

Fruto de palma na Amazônia. — Foto: Reprodução / Embrapa

Usos na indústria

Os derivados do óleo de palma podem ser usados em indústrias, como:

  • alimentícia, nos segmentos de panificação, confeitaria, produtos lácteos e sorvetes, também em frituras industriais;
  • de cosméticos; e
  • química, em que a solução oleoquímica é usada por empresas que incluem insumos de origem vegetal em produtos e processos industriais.

"O Pará tem uma condição muito favorável, por conta das chuva e do clima", explica André Gasparini, diretor comercial da Agropalma, empresa que atua há 40 anos no estado.

Gasparini também cita que a logística é fator atrativo para a produção do óleo de palma no estado: "a logística auxilia o trânsito da matéria-prima".

"O óleo de palma é interessante por ser muito versátil. Ele está presente desde o óleo para fritura até lubrificantes, panificação, biodiesel, cosméticos. Essa versatilidade traz uma importância para a cadeia, principalmente a de alimentos, que é para onde vai 80% de todo o óleo produzido no Brasil".

Plantação de palma no Pará. — Foto: Reprodução / Agropalma

Plantação de palma no Pará. — Foto: Reprodução / Agropalma

Incentivos estatais

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentados pelo governo do Pará, a quantidade produzida de óleo no estado alcançou 2,8 milhões de toneladas em 2020.

Ainda de acordo com o governo, a atividade de produção do óleo gera 20 mil empregos diretos e envolve mais de 240 mil pessoas. Os municípios de Tomé-Açu, Tailândia, Moju e Acará são os maiores produtores paraenses.

No estado, são 1.200 agricultores familiares inseridos por meio do financiamento do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) para atuarem em área plantada de 230 mil hectares.

Um outro destino para o óleo de palma é a produção de biodiesel. Uma fábrica foi instalada em Tomé-Açu em maio deste ano, com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) do Pará.

A indústria tem capacidade para produzir 288 milhões de litros de biodiesel por ano, e teve investimento de R$185 milhões. A previsão é que o faturamento seja de R$ 405 milhões por ano.

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