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Paralisação dos rodoviários em Belém, Ananindeua e Marituba atinge cerca de 2 milhões de passageiros

Ônibus da linha Djalma Dutra, em Belém. Foto feita em novembro de 2020. — Foto: Fabio Costa / OLiberal

Ônibus da linha Djalma Dutra, em Belém. Foto feita em novembro de 2020. — Foto: Fabio Costa / OLiberal

Os trabalhadores rodoviários de Belém, Ananindeua e Marituba paralisaram as atividades desde a 00h desta quinta-feira (8). De acordo com o sindicato da categoria, a paralisação ocorre devido ao não pagamento integral dos reajustes acertados durante as negociações da greve ocorrida em maio deste ano. A retomada dos serviços de transporte público não tem previsão para ocorrer.

A decisão atinge quase 2 milhões de usuários do transporte público da região metropolitana de Belém.

Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário da capital (Setransbel) alega que é “impraticável a aplicação de novos reajustes salariais”, e que não foi comunicado previamente sobre a paralisação dos trabalhadores rodoviários. Alega ainda que o reajuste da tarifa para R$ 4, e não para R$ 5, como defendeu a Setransbel, contribuiu para a “impossibilidade de honrar com os custos elevados do sistema de transporte”.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Ananindeua e Marituba (Sintram), a categoria conseguiu reajuste de 12% na última greve, mas condicionados a desonerações para as empresas de transporte. 60 dias após o acordo, os pagamentos ainda não foram atualizados com os novos valores.

A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) informou, por nota, que "não foi comunicada oficialmente sobre a possível paralisação dos rodoviários”, e que “as pautas apresentadas pelos rodoviários dizem respeito às questões trabalhistas, portanto relação restrita entre empregador e empregado”. Ainda em nota, a Semob recomenda que se busque a solução através do diálogo e da negociação e que adotará todas as providências necessárias para a garantia de uma prestação adequada do serviço de transporte coletivo à população.

'Reajuste é impraticável', alega patronal

Ainda de acordo com a nota da Setransbel, “se torna impraticável a aplicação de novos reajustes salariais” diante do atual cenário financeiro do sistema que acumula um prejuízo mensal que ultrapassa os R$ 18 milhões.

A patronal segue afirmando que o desequilíbrio financeiro das empresas é provocado pela diminuição de passageiros pagantes, os sucessivos aumentos do diesel e a redução na tarifa técnica, que mesmo calculada pela Semob e aprovada pelo Conselho de Transportes em R$ 5, foi homologada em R$ 4, o que tem impossibilitado honrar com os custos elevados do sistema.

“Deve-se também levar em consideração que as despesas com pessoal representam cerca de 45% do valor da tarifa e, atualmente, as despesas com combustível se aproximam de 44%, o que torna insustentável a operação nas atuais condições. Por fim, destacamos que o auxílio do poder público, através de desonerações e subsídios, é o único caminho para o equilíbrio econômico financeiro do sistema sem onerar ainda mais o passageiro pagante, única fonte de custeio do setor”, completa.

Acesse mais informações sobre o estado no g1 Pará.

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