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Operação nacional de combate à pornografia infantil prende três pessoas no Paraná, diz Polícia Civil

Policiais cumprem sete mandados em cidades do Paraná. — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Policiais cumprem sete mandados em cidades do Paraná. — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Três moradores do Paraná foram presos em uma operação que investiga abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes na internet nesta quarta-feira (9). A ação, que é nacional, cumpriu sete mandados de busca e apreensão no estado.

Segundo a Polícia Civil, os presos eram de Matelândia, Andirá e Apucarana. Também foram cumpridos mandados em Curitiba, Londrina e Pato Branco, que resultaram no indiciamento de três investigados.

Em Maringá um mandado foi cumprido, mas nada foi localizado.

Com os suspeitos, a polícia apreendeu vários equipamentos, como HDs, notebooks e celulares. Todos os eletrônicos vão passar por perícia.

Os investigadores do Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber) descobriram que os investigados usavam a deep web, parte da web que não é indexada pelos mecanismos de busca, para ter acesso aos conteúdos pornográficos.

“É uma forma padrão destes investigados. Eles baixam pela deep web acreditando que não serão encontrados e descobertos, mas nós temos suporte para descobrir os crimes”, alertou o delegado José Barreto.

Conforme o delegado, os suspeitos eram jovens e cada um agia de forma diferente, sem seguir um padrão específico.

“Muitos deles costumam compartilhar arquivos entre si. Apesar disso, não seguem um padrão mesmo. Há quem baixe e não troque com ninguém. Eles usam a deep para tentar fugir dos mecanismos tradicionais”.

Materiais apreendidos vão passar por perícia, segundo a polícia. — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Materiais apreendidos vão passar por perícia, segundo a polícia. — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Presos e indiciados

Os três presos e os três indiciados no Paraná vão responder por crime de armazenamento de material de pornografia infanto-juvenil. A pena pode variar de um a quatro anos de prisão, além de multa.

O delegado destacou que foram três prisões em flagrante, porque apenas estes investigados estavam com materiais em seus equipamentos. Os outros três, que eram de Curitiba, Londrina e Pato Branco, confessaram que baixaram, mas apagaram.

“Eles não estavam armazenando no momento da abordagem, mas nosso levantamento apontou que tiveram os arquivos: baixaram e deletaram. Por isso, vão ser indiciados”.

Policiais cumpriram sete mandados de busca e apreensão no Paraná. — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Policiais cumpriram sete mandados de busca e apreensão no Paraná. — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Polícia faz alerta

Conforme o delegado, o fato de a pessoa armazenar o arquivo já é crime.

“Por isso alertamos que se a pessoa receber algum arquivo, informe a polícia, leve o arquivo. Se você for surpreendido com um arquivo você vai ser preso”.

O delegado também alertou que as pessoas não devem passar a senha da internet wi-fi para desconhecidos ou que sejam fora do núcleo familiar.

“Não compartilhe a senha de internet, porque às vezes a pessoa pode usar para baixar e o IP cadastrado vai nos levar até o responsável pela internet. Mesmo que a busca seja na deep web, nós vamos descobrir quem fez”.

Operação nacional

A operação Luz na Infância 8 foi articulada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública por meio da Secretaria de Operações Integradas (Seopi).

Ao todo, foram 176 mandados de busca e apreensão, que resultaram nas prisões de 41 pessoas presas em flagrante no Brasil (27), Paraguai (4) e Argentina (10).

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