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'É um bom momento, mas pandemia não acabou', diz Beto Preto sobre decreto com menos restrições no Paraná

Beto Preto comentou sobre o novo decreto sobre as medidas de restrição à Covid-19 — Foto: RPC/Reprodução

Beto Preto comentou sobre o novo decreto sobre as medidas de restrição à Covid-19 — Foto: RPC/Reprodução

O secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, destacou, nesta quarta-feira (15), que apesar da publicação do decreto mais flexível deste o início da pandemia, o coronavírus continua circulando no estado, com transmissão comunitária de variantes. Por isso, os moradores precisam manter os cuidados de prevenção à Covid-19.

"É um bom momento? É um bom momento, mas a pandemia ainda não acabou. Nós ainda temos um quantitativo de paranaenses internados por Covid em diversos hospitais, que merecem o nosso respeito, além das perdas humanas ao longo de toda essa pandemia."

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Na quarta-feira (14), o Governo do Paraná revogou o toque de recolher e liberou eventos com até 1 mil pessoas. Veja os detalhes abaixo.

O decreto é válido até 1º de outubro. Entretanto, em entrevista à RPC, o secretário explicou que tudo dependerá do cenário epidemiológico: "Nenhuma medida está liberada eternamente."

  • CONFIRA O DECRETO NA ÍNTEGRA

De acordo com o Beto Preto, o documento elaborado foi possível por causa da redução da taxa de transmissão do novo coronavírus no estado, que é de 0,85%, além do avanço vacinação contra a Covid-19, que deve atingir 100% da população estimada com a primeira ou dose única nos próximos dias.

Após a chegada de novas doses, o estado também ampliará a imunização de adolescentes de 12 a 17 anos, segundo Preto. A data para aplicação da vacina para esse público ainda será programada.

O secretário explicou que medidas mais flexíveis serão possíveis apenas depois da ampliação da imunização.

"Nos agarrarmos à vacinação, terminar a segunda dose, vacinar a terceira dose para os idosos imunossuprimidos, fazer a vacinação dos adolescentes. Torcer por uma vacina que consiga chegar até as crianças de seis e de quatro anos, aí sim nós vamos ter outro patamar de flexibilização", explicou.

Apesar das liberações autorizadas pelo novo decreto, o gestor disse esperar que a população não aglomere e tenha consciência coletiva sobre a pandemia.

"Neste momento, não é porque deixamos de exigir o toque de recolher ou ainda não ingestão de bebidas alcoólicas em ambientes públicos, em vias públicas, que nós vamos também ceder à tentação de participar de aglomerações em vias públicas, de continuar com comportamentos permissivos às aglomerações como a gente tem visto. Esse é o momento da consciência mais do que nunca, para que nós possamos tentar retomar um naquele cotidiano de antes e março de 2020."

Determinações do decreto

Segundo o documento, também não existe mais proibição de venda de bebida alcoólica no período da madrugada.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), as medidas poderão ser novamente alteradas em razão do cenário epidemiológico ou da situação vacinal.

Conforme o decreto, os eventos poderão receber até 1 mil pessoas desde que respeitem o limite de capacidade de 50% para locais fechados e 60% para locais abertos.

Contudo, os participantes precisam estar com o esquema vacinal completo contra a doença ou devem apresentar o exame RT-PCR negativo, com no máximo 48 horas de antecedência.

O governo informou que também fica permitido o consumo de bebidas e comidas em eventos. Porém, é necessário usar máscara cobrindo o nariz e a boca durante todo o momento, exceto para ingestão momentânea de comida ou bebida.

De acordo com o decreto, permanece proibida a realização presencial dos eventos, de qualquer tipo, que possuam uma ou mais das seguintes características:

  • dançantes ou de outra modalidade de interação que demandem contato físico entre os frequentadores;
  • em local fechado que não possua sistema de climatização com renovação do ar e Plano de Manutenção, Operação e Controle atualizados;
  • que demandem a permanência do público em pé durante sua realização;
  • com duração superior a 6 horas;
  • que não consigam garantir o controle de público no local ou que possam atrair presença de público superior àquele determinado nesta norma, como exposições e festivais;
  • de caráter internacional;
  • realizados em locais não autorizados para esse fim;
  • que não atendam os critérios previstos na legislação e demais normativas vigentes.

O governo informou que todos os eventos deverão respeitar as normativas sanitárias previstas em resoluções expedidas pela Sesa.

Situação da pandemia no estado

O número de casos confirmados do novo coronavírus no Paraná chegou a 1.474.961, segundo boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), na terça-feira.

O número de mortes pela doença no estado atingiu total de 37.944. Conforme a secretaria, houve aumento de 1.968 casos e 51 óbitos, em relação aos dados do dia anterior.

Ainda conforme o relatório, o estado registra uma taxa de recuperação da Covid-19 de 94%, considerando que, desde o início da pandemia, 1.384.167 pessoas se recuperaram. A taxa de mortalidade da doença no Paraná é de 2%.

Todas as 399 cidades paranaenses possuem casos confirmados de Covid, segundo o boletim, sendo que somente Boa Esperança do Iguaçu, no sudoeste, não possui nenhuma morte.

Ocupação dos leitos

Segundo os dados da Sesa, os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Sistema Único de Saúde (SUS), exclusivos para adultos com Covid-19, têm ocupação de 55%. As taxas dos leitos da rede pública são as seguintes:

  • 55% dos 1.662 leitos de UTI adulta;
  • 39% dos 1.804 leitos de enfermaria adulta;
  • 23% dos 22 leitos de UTI pediátrica;
  • 26% dos 34 leitos de enfermaria pediátrica.

A regional Leste é a macrorregião do estado com maior taxa de ocupação de leitos de UTI exclusivos para adultos, com 60%. Segundo a Sesa, as taxas são as seguintes:

  • Leste: 60%;
  • Norte: 59%;
  • Oeste: 53%;
  • Noroeste: 37%.

Avanço da vacinação

Nesta terça-feira, o estado ultrapassou a marca de 8 milhões de pessoas vacinadas com a primeira dose ou dose única do imunizante contra a Covid-19.

A estimativa do Ministério da Saúde é que o Paraná tenha 8.720.953 pessoas elencadas como população vacinável - acima de 18 anos.

Sendo assim, o estado atingiu 91,8% deste grupo com ao menos uma dose, de acordo com dados do vacinômetro nacional.

Desde o início da campanha no estado, 11.785.711 doses foram aplicadas, sendo 7.689.951 primeiras doses, 321.818 doses únicas e 3.773.942 segundas doses.

A estimativa da Sesa é fechar setembro com 100% da população adulta vacinada com a primeira dose ou dose única.

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