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Comprar por impulso pode complicar orçamento no fim do mês; especialista dá dicas de controle financeiro

Caroline e Rafael passaram por uma crise financeira logo depois que se casaram.— Foto: Reprodução/RPC

Caroline e Rafael passaram por uma crise financeira logo depois que se casaram. — Foto: Reprodução/RPC

Um estudo sobre a forma como tomamos decisões mostrou que 85% delas são emocionais e apenas 15% são racionais. E um dos momentos em que isso mais se aplica é na hora de fazer compras.

Por isso, o economista Carlos Magno faz o alerta: "Tenho que ter todo um cuidado, eu tenho que ter limites para não desestabilizar e não comprometer o meu orçamento."

Logo que se casaram, Caroline Ribeiro e do Rafael Ribeiro enfrentaram uma crise financeira.

“Quando chegava a fatura era um desespero, mas daí já estava lá, não tinha o que fazer. ” afirmou Caroline.

Um dos principais vilões do casal foi o cartão de crédito. A praticidade das compras a prazo fez com que a fatura no final do mês ficasse acima dos rendimentos dos dois.

“A gente se afundou em dívidas. Nos afundamos no cartão de crédito muito por impulso, e devido ao casamento, casa nova, queria comprar tudo e acabava comprando por impulso”, relata Caroline.

Para colocar as contas em dia e sair das dívidas, a solução foi aumentar a renda com trabalho extra e não fazer novas dívidas. Mas não foi fácil.

Caroline confessa que no começo foi complicado, mas que é essencial fazer sacrifícios para manter as finanças em dia.

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Quem gasta demais precisa olhar não só para o bolso, mas também para o "coração" e ver até que ponto as emoções não estão tendo um peso muito grande na hora das compras.

A ansiedade é um dos fatores que pode levar a compras por impulso e acabar provocando um estresse com dívidas.

A psicóloga Ana Caroline Oliveira explica que as novas dívidas podem gerar ainda mais estresse.

"O comportamento que você tem de comprar pode estar associado a uma sensação de bem-estar de que você consegue colocar na compra algo que de um alivio emocional.”

O economista dá dicas para controlar o impulso emocional.

“Uma das coisas é sempre ter uma lista de compras, o que é necessário, e eu tenho que me prender àquela lista. Se eu tenho impulso para o consumo, eu deixo meu cartão de crédito em casa. Isso é um hábito na educação financeira e eu vou me acostumando até meu orçamento ficar equilibrado. ”

O outro lado das emoções

A emoção também pode influenciar na decisão de não gastar e de poupar. Vinicius de Oliveira tem 14 anos, trabalha, e guarda parte do salário para comprar o próprio carro.

Ele viu a oportunidade quando a mãe estava procurando um estagiário para ajudar nos negócios da família. Ele se candidatou à vaga para poder ter uma fonte de renda.

Menino de 14 anos pediu para trabalhar com a mãe e paga o consórcio de carro para aos 18 anos ter o automóvel quitado.— Foto: Reprodução/RPC

Menino de 14 anos pediu para trabalhar com a mãe e paga o consórcio de carro para aos 18 anos ter o automóvel quitado. — Foto: Reprodução/RPC

“Eu recebo R$ 600 reais e estou usando R$ 322 para o meu consórcio. Quando eu tiver 18 anos vou comprar um carro para mim. Usei metade para o consórcio e a outra metade para deixei para mim. ”

A mãe, Fernanda Aliganhuki de Oliveira, é a chefe e aprovou a iniciativa do filho.

“Acho fantástico que quando ele tiver 18 anos vai ter o carro quitado. Ele é organizado para tudo, não só financeiramente. Quando ele trouxe isso para a vida financeira foi orgulho para a mãe e o para o pai, porque a gente sofreu e não quer que ele sofra. ”

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