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Samu tem alta de 157% no envio de ambulâncias para pacientes com problemas respiratórios no Recife

Profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atuando em abril de 2020, no Recife — Foto: Reprodução/ TV Globo

Profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atuando em abril de 2020, no Recife — Foto: Reprodução/ TV Globo

Em dezembro de 2020, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) enviou 502 ambulâncias para atendimento de ocorrências respiratórias no Recife. Em comparação a dezembro de 2019, sem o contexto da pandemia da Covid-19, houve um aumento de 157%, já que naquele mês foram 195 envios de assistência médica para pacientes com problemas respiratórios.

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Além da alta nos números de dezembro de 2020, o coordenador do Samu no Recife, Leonardo Gomes, afirmou que, entre 1º e 12 de janeiro deste ano, o Samu já enviou ambulâncias para ocorrências respiratórias em 200 casos, somente na capital pernambucana.

"Nós estamos exauridos. O Samu é a primeira resposta para quem vai atender pacientes com Covid. É um cenário aterrorizante e que está se repetindo, voltando a subir", disse Gomes.

Mesmo com a alta de dezembro de 2020, Gomes afirmou que não há colapso, mas é preciso ter atenção para evitar uma alta desenfreada dos números. "Estamos ainda distantes do que vivemos em abril e maio, mas com números que cresceram no fim do ano. Não é momento de pânico nem de pavor, mas de alerta e vigilância", afirmou.

Envio de ambulâncias do Samu para ocorrências respiratórias no Recife em 2020
Números cresceram no último trimestre do ano, segundo a Secretaria de Saúde da cidade
Fonte: Secretaria de Saúde do Recife

De acordo com a Secretaria de Saúde do Recife, o diagnóstico de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) só é feito quando o paciente chega ao hospital, mas segundo o coordenador do Samu no Recife, os sintomas de gripe não devem ser subestimados.

"O paciente, às vezes, está tentando fazer uma atividade normal, como escovar os dentes, arrumar o cabelo ou caminhar dentro de casa e não consegue. Esses são sinais de alerta muito importantes, ou também se o familiar percebe que ele está muito quieto, não responsivo a chamados ou com dor de cabeça intensa, que não passa com medicação. Podem até ser sintomas virais comuns, mas no meio de uma pandemia, a gente precisa pensar, sim, em Covid-19", detalhou.

Socorristas do Samu usam vestes anticontaminação para socorrer mulher com suspeita de covid-19 no Recife em março de 2020 — Foto: Reprodução/WhatsApp

Socorristas do Samu usam vestes anticontaminação para socorrer mulher com suspeita de covid-19 no Recife em março de 2020 — Foto: Reprodução/WhatsApp

Para Gomes, a alta no número do envio de ambulâncias no fim de 2020 está associada às festas de fim de ano e ao relaxamento de recomendações sanitárias para evitar a transmissão do novo coronavírus.

"Com a reabertura econômica, as atividades de trabalho voltando, passamos a ter pessoas mais expostas e as medidas foram negligenciadas. Muitas pessoas passaram a se aglomerar, frequentar bares e restaurantes, ambientes fechados, compartilhando bebida alcoólica. Isso fez com que mais pessoas adoecessem. Percebemos esse aumento já em novembro, dezembro", afirmou.

Depois de mais de dez meses no combate à pandemia da Covid-19, Leonardo Gomes afirmou que os profissionais que atuam no primeiro momento de assistência aos pacientes têm vivido momentos de cansaço extremo.

"Estamos cansados, todos nós, profissionais de saúde. Às vezes a sensação é de que estamos enxugando gelo", afirmou o coordenador do Samu.

Apesar do cansaço dos profissionais, Gomes disse que a equipe está preparada para atender a um possível aumento de chamados.

"Não estamos com baixas significativas na equipe. Ninguém faleceu no serviço, graças a Deus. estamos prontos, caso haja uma subida [de chamados], para incrementar a frota e incrementar profissionais para que mais pessoas possam ser atendidas", afirmou.

Samu registra aumento assustador nos casos de doenças respiratórias no Recife

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"Não há motivo para desespero, a mensagem é redobrar os cuidados. Ninguém quer viver o que a gente viveu em abril e em maio, com pessoas dentro de ambulâncias aguardando uma unidade para receber ou ligar 192 e não ter a ambulância para buscá-lo e levá-lo para uma unidade de saúde [veja vídeo acima]. A gente conta com a colaboração de todos", disse.

Coronavírus em Pernambuco

Na sexta-feira (15), o estado contabilizou mais 1.702 casos da Covid-19 e 18 mortes relacionadas à doença, elevando o total no estado para 239.155 confirmações e 9.964 óbitos. Os dados começaram a ser registrados em março de 2020.

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