Carregando...

Pesquisador e professor Fábio Hazin morre de Covid-19 aos 57 anos no Recife

Morre o professor e pesquisador Fábio Hazin

Morre o professor e pesquisador Fábio Hazin

O professor e pesquisador Fábio Hissa Vieira Hazin morreu aos 57 anos, na noite desta terça-feira (8), no Real Hospital Português, na região central do Recife. Segundo parentes, Hazin foi internado com Covid-19 no dia 28 de maio e teve morte cerebral confirmada às 18h15 (veja vídeo acima).

  • Saiba como se vacinar no Grande Recife
  • Veja ocupação dos leitos de UTI e enfermaria
  • Confira média móvel da Covid-19 por estado

Fábio Hazin deixou mulher, um enteado e dois filhos do primeiro casamento. De acordo a família, ele será cremado no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, no Grande Recife. O horário e a data da cerimônia de cremação ainda serão definidos.

Em 2015, Hazin exerceu o cargo de secretário nacional de Pesca do Ministério da Pesca e Aquicultura e, interinamente, de Ministro de Estado da Pesca e da Aquicultura.

 Fábio Hazin era conhecido pelo trabalho de pesquisa sobre a presença de tubarões no litoral — Foto: Reprodução/TV Globo

Fábio Hazin era conhecido pelo trabalho de pesquisa sobre a presença de tubarões no litoral — Foto: Reprodução/TV Globo

Era conhecido pelo trabalho de pesquisa sobre a presença de tubarões no litoral, tendo sido presidente do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) entre 2004 e 2012.

Ele foi convidado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para palestras e contribuições ao longo da carreira. Até adoecer, era professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

Pesquisador do Cemit, Fábio Hazin, em foto de 2014— Foto: Luna Markman/ G1/Arquivo

Pesquisador do Cemit, Fábio Hazin, em foto de 2014 — Foto: Luna Markman/ G1/Arquivo

Parentes contaram que o pesquisador e professor apresentou sintomas da doença no dia 21 de maio e fez exames, sendo monitorado em casa até o dia 28, quando a saturação de oxigênio caiu e ele foi internado.

Repercussão

A vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos (PCdoB), manifestou pesar pelas redes sociais pelo falecimento do pesquisador.

"Ele deixa um grande número de amigos e admiradores. Mais uma perda irreparável. À família, amigos e toda comunidade da UFRPE, meu abraço solidário", escreveu.

Em nota, o reitor da UFRPE, Marcelo Carneiro Leão, lamentou a morte de Hazin e decretou luto de três dias na instituição.

“O professor Fábio deixou grande contribuição para a ciência e a pesquisa. Sentimos muito por essa perda e por tantas que temos enfrentado na comunidade universitária e no Brasil de maneira geral”, declarou.

Carreira

Fábio Hazin era graduado em Engenharia de Pesca pela UFRPE. Possuía mestrado e doutorado pela Tokyo University of Marine Science and Technology, no Japão; e pós-doutorado pelo Southeast Fisheries Sience Center de Miami, nos Estados Unidos, entre outros títulos.

Sua atuação principal era em oceanografia pesqueira e engenharia de pesca, com ênfase em peixes como atuns, agulhões e tubarões. Ele exerceu cargos relevantes no Brasil e no mundo.

Professor no curso de engenharia de pesca e do programa de pós-graduação em recursos pesqueiros e aquicultura da UFRPE, Hazin exerceu, até ficar doente, a função de coordenador-geral científico do programa Arquipélago de São Pedro e São Paulo.

Entre 1995 a 2005, foi coordenador do programa para a Avaliação dos Recursos Vivos na Zona Econômica Exclusiva Brasileira na Região Nordeste (Revizee).

Entre 2008 e 2009, segundo a UFRPE, presidiu o processo de negociação na Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a elaboração e adoção de um tratado internacional para prevenir e eliminar a pesca ilegal, aprovado em 2009.

Entre 2004 e 2012, Hazin exerceu a função de Presidente do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) e de diretor do Departamento de Pesca e Aquicultura da UFRPE.

Também presidiu a Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT) e a Associação Brasileira de Engenharia de Pesca.

A convite da FAO, presidiu o processo de avaliação do Comitê de Pesca para o Atlântico Leste e Central (CECAF) e da Comissão de Pesca do Oceano Índico Sudoeste (SWIOFC), além do processo de avaliação da Organização de Pesca do Atlântico Noroeste (NAFO) e da Comissão de Pesca do Oceano Pacífico Oeste e Central (WCPFC).

Foi ainda representante científico do Brasil junto a Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico entre 1998 e 2015 e presidente do subcomitê científico do Comitê Consultivo Permanente de Gestão de Atuns e Afins no mesmo período.

Entre 2012 e 2014, exerceu o cargo de vice-presidente e, de 2014 a 2016, de presidente do Comitê de Pesca da FAO (COFI).

VÍDEOS: Mais assistidos de Pernambuco

200 vídeos


Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados*