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Projeto transforma restos de alimentos do Ceasa em adubo orgânico para pequenos agricultores

Alimentos impróprios para consumo são transformados e ajudam o meio ambiente

Alimentos impróprios para consumo são transformados e ajudam o meio ambiente

Um projeto do Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco (Ceasa), localizado no bairro do Curado, no Recife, transforma restos de frutas, verduras e legumes que já não poderiam ser aproveitados para alimentação em adubo orgânico. Após o processo, o material é distribuído gratuitamente para 109 pequenos agricultores em todo o estado (veja vídeo acima).

"Os comerciantes fazem a seleção do que vão utilizar e o que não é utilizado eles colocam em nosso caminhão", explicou a chefe do setor de limpeza do Ceasa, Bernadete Santos. De acordo com ela, a coleta dos alimentos começa às 6h e segue até as 22h.

Os tonéis cheios de resíduos orgânicos que foram colocados em frente aos estabelecimentos são recolhidos pelos funcionários do projeto em quatro caminhões. Diariamente, são coletadas de 35 a 60 toneladas de resíduos.

Material orgânico preparado para decomposição em centro de compostagem — Foto: Reprodução/TV Globo

Material orgânico preparado para decomposição em centro de compostagem — Foto: Reprodução/TV Globo

Após a coleta, o material é encaminhado três vezes por dia para uma composteira, onde as sobras de alimentos passam por diversos processos. De acordo com a coordenadora de compostagem Amone Bezerra, a primeira fase consiste em esperar que o material escorra o chorume, um líquido escuro proveniente de matérias orgânicas em putrefação.

"Depois, a pilha começa a ser monitorada. É tirada a temperatura em três pontos diferentes. Uma vez por dia é feito esse monitoramento. Também é feito o reviramento da pilha, três vezes por semana, para ajudar no processo de decomposição da matéria orgânica", explicou.

Após um período de 90 a 180 dias em decomposição, é realizado o peneiração, a última etapa do processo. O material, então, é embalado e segue para a distribuição.

Durante a decomposição, material orgânico é revirado três vezes por semana — Foto: Reprodução/TV Globo

Durante a decomposição, material orgânico é revirado três vezes por semana — Foto: Reprodução/TV Globo

"O resultado do processo de compostagem é um composto orgânico que serve para adubar na agricultura em geral e dar um retorno ambientalmente seguro para a população, porque a gente evita desperdício e tem uma visão de sustentabilidade", disse a chefe do setor de Meio Ambiente do Ceasa, Fátima Gonçalves.

Segundo ela, os sacos de adubo seguem para escolas municipais e estaduais, instituições públicas que possuem hortas como algumas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e também para o programa estadual Horta em Todo Canto, que beneficia os pequenos agricultores.

Irmãos Sivaldo Francisco dos Santos e Silvano Francisco da Silva em plantação familiar — Foto: Reprodução/TV Globo

Irmãos Sivaldo Francisco dos Santos e Silvano Francisco da Silva em plantação familiar — Foto: Reprodução/TV Globo

"É um adubo de excelente qualidade, [...] evita que o agricultor compre fertilizantes químicos, favorecendo cada vez mais o meio ambiente e a saúde do agricultor", declarou o engenheiro agrônomo do Ceasa Adriano Batista.

Os irmãos Sivaldo Francisco dos Santos e Silvano Francisco da Silva são dois dos agricultores beneficiados com a iniciativa. Eles vivem do plantio de alface, couve, cebolinha, quiabo e milho e mensalmente utilizam o adubo doado.

"É bom porque ele sustenta a terra adubada. Não precisamos usar adubo químico e é uma coisa que não vai transmitir doença nem para nós, nem para os consumidores dos produtos que a gente recolhe", afirmou Sivaldo.

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