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Decisão sobre carnaval só deve ser tomada em 2022, diz secretário de Saúde de Pernambuco

O Secretário estadual de Planejamento e Gestão, Alexandre Rebêlo, e o secretário de Saúde, André Longo — Foto: Priscilla Aguiar/G1

O Secretário estadual de Planejamento e Gestão, Alexandre Rebêlo, e o secretário de Saúde, André Longo — Foto: Priscilla Aguiar/G1

A decisão sobre a realização do carnaval em Pernambuco só deve ser tomada em 2022. A afirmação foi feita nesta quinta (25) pelo secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, durante anúncio de avanço no plano da convivência com a Covid-19.

A quantidade permitida de público em eventos subiu para 7,5 mil. Além disso, o número de pessoas por mesa em bares e restaurantes passa a ser de até 50. Essas medidas entram em vigor na segunda (29).

Longo acrescentou que, a partir do dia 1º de dezembro, serão exigidas as duas doses da vacina contra a Covid-19 para quem quiser entrar em estabelecimentos públicos.

O decreto com todas as regras para cumprimento da norma será publicado nos próximos dias no Diário Oficial do Estado.

Em entrevista no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo do estado, na área central do Recife, Longo disse "é cedo para uma definição" quanto as festas de carnaval e Ano Novo e que o monitoramento da pandemia está sendo feito constantemente.

"O que a gente tem até agora, que vale para réveillon e que poderá valer para janeiro e fevereiro, é a definição dos eventos limitados a 7.500 pessoas com controle vacinal de 100% das pessoas nestes espaços. Muito provavelmente a definição sobre Carnaval não será tomada este ano", afirmou.

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Segundo o secretário, será observado o cenário epidemiológico antes de uma decisão definitiva sobre a festa.

"A gente respeita muito todo o contingente que está envolvido no carnaval e até por isso mesmo a gente tem que observar os cenários, o que está acontecendo no mundo e o que está acontecendo no Brasil para tomar essa decisão com o maior suporte científico possível”.

Antes da coletiva de acompanhamento da pandemia, a realização do carnaval foi tema de uma nota publicada pelas academias pernambucanas de Ciência se Medicina.

As entidades alertaram para os riscos dos festejos diante do aumento do número de casos de Covid na Europa. Carpina, na Zona da Mata Norte, foi a primeira cidade a descartar a realização de festas de Momo em 2022.

"A gente viu o documento, a gente respeita muito essas instituições. A gente tem no nosso comitê ouvido especialistas, ouvido instituições, temos seguido a orientação da ciência e feito análise de cenários. Estamos observando a chegada da sazonalidade europeia, que está trazendo problemas, especialmente nos países com menos pessoas vacinadas", afirmou André Longo.

Avanços no plano de convivência

A partir da segunda-feira (29), a quantidade permitida de pessoas em eventos no estado passa de 5 mil para 7.500, considerando a limitação de 50% do espaço físico.

No entanto, 100% do público precisará ter tomado as duas doses da vacina contra a Covid-19. Além disso, a quantidade de pessoas por mesa em bares e restaurante passa de 15 para até 50 pessoas.

“Lembrando que continua sendo necessária a apresentação da comprovação do ciclo vacinal completo em locais acima de 300 pessoas. Não será permitido pessoas com primeira dose e teste negativo”, disse Rebêlo.

Vacinação

André Longo reforçou, ainda, a importância da imunização para evitar novas ondas da doença, como registram, atualmente, países do continente europeu. Ele destacou que 590.103 pernambucanos estão com a segunda dose da vacina contra a Covid-19 em atraso, o que preocupa os especialistas.

“Uma única dose não é o suficiente para garantir uma proteção robusta contra o vírus. Aqui em Pernambuco, por exemplo, 20% das pessoas internadas com a forma grave da Covid-19 estavam vacinadas com apenas uma dose. Além disso, 17% dos pacientes que vieram a óbito também se encontravam nas mesmas condições”, detalhou o secretário.

Covid-19 em Pernambuco

Nesta quinta (25), o governo confirmou mais 327 casos da Covid-19. Também registrou oficialmente nove mortes provocadas pela doença.

Entre as confirmações desta quinta, 19, ou 6%, são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 308 (94%) são leves.

Desde março de 2020, Pernambuco totaliza 638.595 casos confirmados da doença, sendo 54.950 graves e 583.645 leves.

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