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Quarta mulher acusa gestor financeiro do Náutico de assédio moral: 'Tive a impressão que ele iria me bater', diz

Quarta mulher denuncia superintendente financeiro do Náutico por assédio moral

Quarta mulher denuncia superintendente financeiro do Náutico por assédio moral

As denúncias de assédio moral e sexual contra o superintendente financeiro do Náutico, Errisson Rosendo, aumentaram. Mais uma mulher acusou o dirigente alvirrubro, que é irmão do presidente do Náutico, de tê-la assediado moralmente. Janire Mello é a quarta pessoa que relata ter sido vítima de Errisson, que pediu afastamento do clube (veja vídeo acima).

  • 'Era uma coisa nojenta', relata uma das vítimas

“Ele falou bem alterado comigo, me ofendeu, usou palavras desagradáveis e até eu tive a impressão que ele iria me bater porque ele levantou a mão e colocou o dedo no meu rosto. Eu falei que ele não tinha o direito de gritar comigo nem de colocar o dedo no meu rosto”, contou a ex-funcionária, que era contratada por uma empresa terceirizada que prestava serviços ao Náutico.

Ex-funcionária de empresa terceirizada que prestava serviço ao Náutico, Janire Mello — Foto: Reprodução/TV Globo

Ex-funcionária de empresa terceirizada que prestava serviço ao Náutico, Janire Mello — Foto: Reprodução/TV Globo

Antes de Janire, outras três mulheres já tinham relatado terem sido assediadas por Errisson. A ex-diretora da Mulher e de Operações do Náutico, Tatiana Roma, foi a primeira a contar o que vivenciou dentro do clube. Ela prestou queixa na Delegacia da Mulher no dia 12 de novembro e acusou Rosendo de importunação sexual e crimes contra a honra, como injúria, calúnia e difamação.

Em entrevista ao ge, Tatiana disse que Errisson perguntou se ela gostava de sexo a três, disse que as sardas do ombro dela davam tesão nele e a chamou de imprestável na frente de outros funcionários.

Mais mulheres acusam superintendente financeiro do Náutico de assédio sexual e moral

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Na quarta-feira (24), outras duas ex-funcionárias, que preferiram não se identificar com medo de represálias, contaram que também foram vítimas de constrangimentos e humilhações por parte de Errisson (veja vídeo acima).

Resposta do acusado

O advogado que representa Errisson Rosendo, José Augusto Branco disse, em entrevista à TV Globo, que considera a denúncia sem fundamento.

“Eu tenho 25 anos de advocacia criminal e vejo esse boletim como um boletim totalmente desconexo. Eu não vejo nesse boletim, em momento algum, onde ela diz hora dia e local em que se passou isso [assédio]. É uma história contada para boi dormir, é historinha para criança, de livrinho infantil”, declarou o advogado.

Ele disse, ainda, que o direito penal e a polícia não agem "com brincadeiras". "A gente tem que ter fatos sérios para serem investigados. O que ele [Errisson Rosendo] me pediu e o que a gente está querendo é que a polícia apure, doa em quem doer", afirmou.

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