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Sonâmbulo pode ser acordado? Neurologista tira dúvidas sobre distúrbio do sono e como lidar com episódios

Conheça as causas do sonambulismo e saiba o que pode ser feito durante a crise

Conheça as causas do sonambulismo e saiba o que pode ser feito durante a crise

Andar dormindo, levantar-se para comer, abrir portas e falar sem acordar podem ser sintomas do sonambulismo, que acontece no estágio mais profundo do sono. A médica neurologista Clélia Franco tirou dúvidas sobre o distúrbio do sono e o que pode ser feito durante uma crise (veja vídeo acima).

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A médica afirmou que não se trata de uma doença grave, desde que a pessoa não esteja exposta a situações de risco enquanto estiver tendo o episódio.

"É um transtorno do sono onde o indivíduo realiza comportamentos complexos do dia a dia em situação de sono, como se estivesse acordado. É um despertar parcial", explicou.

O sonambulismo, segundo a especialista, tende a acontecer durante a infância e adolescência, desaparecendo espontaneamente a partir do começa da vida adulta. Confira algumas respostas da especialista:

Um sonâmbulo pode ser acordado?

Uma dúvida frequente, segundo a neurologista, é sobre acordar ou não alguém durante um episódio de sonambulismo. A especialista disse que é possível, mas é preciso ter cuidado ao fazer isso.

"Como o indivíduo não está completamente acordado, se você for acordá-lo de forma súbita, ele vai passar alguns minutos confuso e pode haver reação agressiva. Ele pode ficar irritado e machucar outra pessoa", disse a médica.

O ideal, segundo ela, é conduzir o indivíduo novamente para a cama para que ele possa continuar o sono. "Se for uma situação de risco, a gente vai fazer isso de forma suave e delicada para que ele não se assuste", declarou Clélia.

O que causa o sonambulismo?

A neurologista explicou que o sonambulismo pode ser fruto de predisposição genética, mas também apontou que algumas condições externas podem servir de gatilho.

"Estímulos ambientais podem causar isso. A gente tem que promover um ambiente de dormir mais seguro e com menos estímulos. [...] Ruído, luminosidade no quarto, alimentação pesada antes de dormir. Tudo que faz com que o sono fique de má qualidade e que instabilize o sono facilita o despertar no momento errado", explicou a médica

Clélia Franco explicou que é um distúrbio pode ressurgir na vida adulta diante desses estímulos e possíveis fatores estressantes.

Como saber sou sonâmbulo?

A neurologista afirmou que dificilmente alguém vai descobrir que possui o transtorno se não for alertado por um parente ou amigo que tenha testemunhado o episódio.

Uma forma de tentar identificar é reparar em outros sinais ao acordar, como farelos de comida no quarto e objetos fora do lugar. Geralmente, segundo a especialista, adultos que têm sonambulismo também tiveram o distúrbio na infância, mesmo que não saibam.

"Às vezes o indivíduo adulto, que nem lembrava que teve sonambulismo na infância, na vida adulta volta a ter eventos de sonambulismo e fica preocupado achando que é um quadro novo", orientou Clélia.

Médica neurologista Clélia Franco explicou causas do sonambulismo em entrevista ao Bom Dia PE — Foto: Reprodução/TV Globo

Médica neurologista Clélia Franco explicou causas do sonambulismo em entrevista ao Bom Dia PE — Foto: Reprodução/TV Globo

O que fazer para evitar?

A médica disse que pais ou mães de crianças que passam pelo transtorno podem utilizar alguns métodos para garantir a segurança de seus filhos. Um deles é saber qual o horário que o despertar acontece.

"É programar um despertar 10 ou 20 minutinhos antes do horário que acontece. Ela [criança] pula esse ciclo e em geral o evento não vai acontecer. O pai ou a mãe pode fazer esses despertares programados por uma semana, isso geralmente resolve", explicou Clélia.

O principal passo para evitar episódios de sonambulismo, segundo a médica, é garantir a qualidade e segurança na hora de dormir, fazendo uso de hábitos que se enquadram no que a Clélia chamou de "higiene do sono", como checar se portas e janelas estão devidamente fechadas, garantir que o quarto não possui objetos de risco ao alcance de quem está dormindo e evitar estímulos estressantes.

*Estagiário sob a supervisão de Katherine Coutinho

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