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Alunos da Uespi desenvolvem membrana de baixo custo capaz de tratar lesões de Leishmaniose

Membrana desenvolvida por estudantes da Uespi — Foto: Divulgação/Governo do Piauí

Membrana desenvolvida por estudantes da Uespi — Foto: Divulgação/Governo do Piauí

Alunos do curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), campus São Raimundo Nonato, estão desenvolvendo uma membrana capaz de cicatrizar feridas provocadas pela Leishmaniose, doença comum em regiões de clima quente e seco.

A membrana é formada por quitosana, uma substância produzida a partir da quitina encontrada em crustáceos, colágeno e 2,3-dihydrobenzofuran, um elemento extraído do própolis, resina feita por abelhas.

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O processo de produção da membrana iniciou em 2018, durante o doutorado da professora do curso Solranny Cavalcante. Segundo a pesquisadora, o material pode tornar a recuperação de pacientes mais confortável e possui baixo custo.

“Hoje, o tratamento que está disponível para a cicatrização dessas feridas é bastante agressivo. A partir dessa membrana, o tratamento poderá ser mais rápido, prático e mais barato”, contou.

Testes realizados em células queratinosas e micro crustáceos comprovaram que a membrana não é tóxica e consegue combater também infecções secundárias.

A próxima etapa de avaliação da substância deve acontecer com o auxílio de ratos e camundongos. Ainda não há previsão de quando os resultados estarão disponíveis.

Leishmaniose

A doença é transmitida pelo mosquito-palha para animais de estimação, principalmente cães, e para o homem. Há duas versões: a cutânea – que ataca a pele - e a visceral – que atinge vários órgãos e pode levar à morte.

Entre as estratégias de prevenção e controle está o uso de coleiras que liberam inseticida em cães.

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