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Postos de combustíveis que reincidirem em práticas abusivas serão interditados no Piauí, anuncia Procon

Postos— Foto: Reprodução/RBS TV

Postos — Foto: Reprodução/RBS TV

O chefe de fiscalização do Procon estadual, Arimatéria Arêa Leão, informou nesta segunda-feira (20) que os postos de combustíveis do Piauí que forem flagrados reincidindo em práticas abusivas contra o consumidor serão interditados.

"A coordenação do Procon já orientou que haverá a prática de interditar os postos, porque não é possível que mantenham as práticas abusivas, há conversas, reuniões... Então já pensamos em interdições, medidas mais duras para coibir as práticas", informou.

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Segundo ele, o Procon registrou aumentos ainda na sexta-feira (17), data do anúncio da elevação de preço, pela Petrobras. Contudo, o aumento nas refinarias só aconteceu no sábado (18).

Arimatéria destacou que é "impossível" que os combustíveis já estejam com o novo preço, pois levam em média cinco dias para chegar das refinarias ao consumidor.

Ele informou que as fiscalizações pela operação Petróleo Real irão acontecer em todo o estado. Após as autuações, notificações ou interdições, os nomes dos postos serão informados no painel do Procon no site do Ministério Público do estado. Além das punições devidas, Arimatéia sugeriu boicote aos postos irregulares.

"Nós divulgamos a relação dos postos que insistem na prática abusiva. A mídia e a sociedade cobram transparência, os nomes dos postos. Eles estarão no site do Procon. Muitos ainda não aumentaram, então vamos fazer boicote a esse posto que já está vendendo mais caro", disse.

O Sindicato dos Postos Revendedores de Combustíveis do Piauí (Sindipostos) informou, anteriormente, que muitos proprietários aumentam os preços antecipadamente para poder comprar o combustível com o preço reajustado nas refinarias. Para Arimatéia, a justificativa não é plausível.

"Isso não justifica. O posto tem um tanque cheio em estoque, comprou mais barato e está vendendo mais caro. O Procon não está aqui para controlar preço, intervir na iniciativa privada, mas não se pode exercer vantagem abusiva sobre o consumidor, tem que aguardar o novo produto pra repassar [o valor]”, explicou.

Esta reportagem está em atualização...

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