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Piauí tem 29 casos investigados, 44 notificados e dois positivos da varíola dos macacos

Erupções cutâneas são típicas nos casos de varíola dos macacos — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Erupções cutâneas são típicas nos casos de varíola dos macacos — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) informou que nesta quinta-feira (18) que 29 casos de varíola dos macacos, transmitida pelo vírus monkeypox, estão sendo investigados no Piauí. O estado tem 44 casos notificados e duas pessoas positivadas para a doença.

Segundo Amélia Costa, coordenadora de epidemiologia da Sesapi, dos 44 casos notificados, 42 são de pacientes do Piauí e dois de outros estados. Parnaíba e Teresina foram as cidades que mais registraram notificações.

"Em Parnaíba foram cinco notificações, sendo dois descartados, e 14 casos notificados em Teresina. Dos 224 municípios, temos 20 com notificação de casos. Nossa preocupação é intensa, porque os exames não são realizados no estado do Piauí, mas na Fiocruz, no Rio de Janeiro", destacou Amélia Costa.

Primeiro caso confirmado em Teresina

A cidade de Teresina registrou o primeiro caso de varíola dos macacos nessa quarta-feira (17). Trata-se de um jovem de 26 anos, que teve contato com uma pessoa infectada no Rio de Janeiro.

O paciente apresentou febre, dor muscular e íngua. Uma semana após os primeiros sintomas ele procurou a Unidade Básica de Saúde do Satélite, Zona Leste da capital, e segue o tratamento em domicílio.

"A coleta foi feita no início do mês. A Fundação Municipal de Saúde vai monitorar as pessoas que tiveram contato com este paciente. Mais 10 casos suspeitos são investigados na capital", informou o presidente da FMS, Gilberto Albuquerque.

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Sintomas

Infográfico mostra informações sobre transmissão e sintomas da varíola dos macacos — Foto: BBC

Infográfico mostra informações sobre transmissão e sintomas da varíola dos macacos — Foto: BBC

A doença é transmissível de paciente para paciente, principalmente na fase em que as feridas características da varíola murcham. As erupções — que podem ter aparência levemente diferente em tons de pele distintos — podem contaminar as roupas e os lençóis.

É preciso contato próximo e prolongado (muitas vezes com a pele) de uma pessoa infectada. No momento, existem muito poucas pessoas no mundo com a doença, o que significa que as oportunidades de contágio não são muitas.

Se você tiver contraído a varíola dos macacos, a primeira coisa que irá notar são sintomas similares à gripe — cansaço, mal-estar geral e febre. É o que os médicos chamam de "período de invasão" da doença, quando o vírus entra nas suas células.

As erupções mudam e passam por diferentes estágios, podendo parecer catapora ou sífilis, até finalmente formarem uma casca, que cai posteriormente — Foto: UKHSA via BBC

As erupções mudam e passam por diferentes estágios, podendo parecer catapora ou sífilis, até finalmente formarem uma casca, que cai posteriormente — Foto: UKHSA via BBC

Dentro de 1 a 3 dias (às vezes mais) após o aparecimento da febre, o paciente desenvolve uma erupção cutânea, geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo.

As lesões passam por cinco estágios antes de cair, segundo o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. A doença geralmente dura de 2 a 4 semanas.

Veja os sintomas iniciais mais comuns:

  • febre
  • dor de cabeça
  • dores musculares
  • dor nas costas
  • gânglios (linfonodos) inchados
  • calafrios
  • exaustão

Como se proteger

O uso de máscaras, o distanciamento e a higienização das mãos são formas de evitar o contágio pela varíola dos macacos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou a adoção dessas medidas, frisando que elas também servem para proteger contra a Covid-19.

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