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História da fome no Brasil: por que crise de 2008 não comprometeu segurança alimentar no país?

Diante do que se considerava a pior recessão desde 1929, o Brasil de 2008 navegava com dificuldade por uma crise mundial, preservando o combate às taxas de insegurança alimentar. Já os brasileiros que viveram 2020 não tiveram o mesmo êxito. Assistiram ao retrocesso para ao menos 33 milhões que hoje não têm garantia ao mais básico dos direitos: a alimentação.

"Qual a diferença daquela crise econômica brutal para essa de agora"? Questiona o sociólogo Herbert de Souza, idealizador de campanha pioneira para levar comida aos brasileiros mais pobres. "O que tá claro para nós é que a falta dessas políticas implementadas - que é o ferramental que o estado teria para lutar contra o sistema da pobreza e para lutar contra a fome - foi destruído nos últimos anos e é uma das causas principais de estarmos aqui hoje, com 33 milhões de brasileiros de situação de fome."

Em entrevista à Renata Lo Prete, o idealizador da campanha "Natal sem Fome" Kiko Afonso, diretor executivo da Ação para Cidadania, avalia que nem mesmo a o direito à comida é consenso entre os brasileiros nos últimos tempos. “Hoje, até mesmo quanto à fome há divisão”, diz. Contra todas as evidências, “uma parte da sociedade nega que ela [a fome] exista", critica Afonso.

No episódio # do podcast O Assunto, o executivo ainda propõe a mobilização da sociedade civil no combate à fome.

"A gente não quer existir distribuindo alimento, a gente quer poder fazer outras coisas", defende. Sem diminuir a importância das doações, especialmente no quadro alarmante do momento, Kiko ressalta a necessidade de conscientizar pessoas e empresas do imperativo de se envolver, abraçando a retomada de programas exitosos e elegendo candidatos comprometidos com a erradicação da fome.

Ouça a entrevista completa


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