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Abraham e Arthur Weintraub dizem que tiveram pulmão comprometido por Covid: 'Cepa bem agressiva'

O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub e o seu irmão, o ex-assessor especial da Presidência Arthur Weintraub, anunciaram que contraíram casos graves da Covid-19 nos Estados Unidos — Foto: Reprodução

O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub e o seu irmão, o ex-assessor especial da Presidência Arthur Weintraub, anunciaram que contraíram casos graves da Covid-19 nos Estados Unidos — Foto: Reprodução

O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub e seu irmão, o ex-assessor especial da Presidência Arthur Weintraub, anunciaram em suas redes sociais na noite desta sexta-feira (4) que se recuperaram de casos graves da Covid-19 nos Estados Unidos, onde vivem. Eles afirmaram que tiveram o pulmão comprometido.

Os irmãos Weintraub faziam parte da chamada ala ideológica do governo. É a ala ligada ao escritor Olavo de Carvalho e que defende os princípios originais do bolsonarismo. Eles se aproximaram do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral e ganharam a confiança do então candidato.

Quando ainda era ministro, em junho do ano passado, Abraham participou de uma manifestação em Brasília a favor do governo. Ele estava sem máscara, provocou aglomeração, falou com apoiadores e tocou nas pessoas. A falta do uso de máscara lhe rendeu uma multa do governo do Distrito Federal.

"A gente pegou Covid, uma cepa bem agressiva, não foi a normal, aparentemente foi essa nova e inclusive o Arthur, eu, as nossas esposas, inclusive as crianças pegaram", disse o ex-ministro em vídeo gravado ao lado do irmão.

"Eu e o Arthur fomos os casos mais graves pelo perfil da doença: homem adulto. Tivemos o pulmão comprometido", completou

Abraham não explicou sobre qual variante agressiva do coronavírus se referia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que há quatro cepas preocupantes por serem mais transmissíveis: britânica (B.1.1.7), sul-africana (B.1.351), brasileira (P.1) e indiana (B.1.617.2).

Arthur afirmou que ele e o irmão pretendiam se vacinar no início de maio, mas não puderam porque apresentaram sintomas da Covid-19.

"Eu não achei que fosse Covid, de início estava tranquilo, era uma febre alta. E aí, quando eu vi, não tomei, não se pode tomar vacina com o risco de estar com Covid. Isso foi no começo de maio. Foi no dia 12 de maio. A gente não pôde tomar e ficamos com a doença."

Os irmãos afirmaram ainda que ainda não estão 100% recuperados.

Atualmente, Abraham é diretor-executivo do conselho do Banco Mundial; e Arthur, secretário de Segurança Multidimensional da Organização dos Estados Americanos (OEA).

'Gabinete paralelo'

O nome de Arthur voltou ao noticiário nos últimos dias após a CPI da Covid apontá-lo como um dos integrantes do "gabinete paralelo".

Esse grupo, que funcionava separado do Ministério da Saúde, segundo a cúpula CPI, aconselhava o presidente Jair Bolsonaro sobre medidas a serem tomadas na pandemia. A CPI suspeita que os conselhos não seguiam a ciência e atrapalharam o país no combate ao vírus.

Umvídeo de uma reunião no Palácio do Planalto em setembro publicado pelo site "Metrópoles" nesta sexta reforça a suspeita da CPI sobre a existência do "gabinete paralelo" de aconselhamento ao presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia. O encontro foi transmitido ao vivo no Facebook do presidente na época.

Na reunião, o virologista Paolo Zanotto revelou que Arthur Weintraub fazia interlocução entre os profissionais do aconselhamento paralelo e Bolsonaro. O papel de Arthur é discutido na CPI, que aprovou sua convocação.

VÍDEO: Paolo Zanotto fala em dúvidas sobre a vacina em vídeo de reunião com Bolsonaro

VÍDEO: Paolo Zanotto fala em dúvidas sobre a vacina em vídeo de reunião com Bolsonaro

"A gente não tem condições neste momento de dizer que qualquer vacina, que poderia estar, realisticamente, no que eles chamam de fase 3. Isso é muito sério. Então, nesse sentido, a gente precisaria — a minha sugestão, até enviei uma mensagem ao Executivo, mandei a carta para Weintraub, para o Arthur — talvez fosse importante se montar um grupo, e a gente poderia ajudar", afirmou o virologista para Bolsonaro, em setembro.

À época da reunião, a Pfizer já havia feito propostas de venda de doses de vacina para o Brasil, segundo relatos da empresa. Mas o governo brasileiro deixou as ofertas sem resposta.

VÍDEO: CPI da Covid aprova convocação de Arthur Weintraub

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