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Queiroga diz que a decisão de não nomear Luana Araújo foi dele; senadores veem contradição

VÍDEO: Queiroga diz que escolha de não nomear a médica Luana Araújo foi dele

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta terça-feira à CPI da Covid que a decisão de não nomear a infectologista Luana Araújo para um cargo no ministério foi dele.

Em depoimento à CPI na semana passada, Luana disse que Queiroga havia lhe comunicado que seu nome não seria aprovado no governo, por isso ele não a efetivaria.

No início da gestão de Queiroga, ele anunciou Luana como a futura secretária da Secretaria de Enfrentamento à Covid. Ele trabalhou 10 dias sem ser nomeada. Depois, recebeu a notícia de que não seria efetivada.

Nesse intervalo, foram reveladas na imprensa manifestações anteriores da infectologista contra ideias defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro, como o "tratamento precoce"', que não tem eficácia contra a Covid.

Nesta terça, Queiroga diz que partiu dele a decisão de tirar Luana da equipe.

"Eu entendi que, naquele momento, a despeito da qualificação que a dra. Luana tem, não seria importante a presença dela para contribuir para harmonização desse contexto. Então, no ato discricionário do ministro, decidi não efetivar a sua nomeação", afirmou Queiroga.

Os senadores da comissão começaram a relembrar a diferença entre a fala de Luana e a de Queiroga.

"Alguém mentiu. Ou o senhor ou ela", afirmou Eliziane Gama (Cidadania-MA).

Integrantes da comissão insistiram em saber de Queiroga se houve algum veto ao nome de Luana por parte do Palácio do Planalto.

“Senador, eu volto a esclarecer, não houve óbices formais da Secretaria de Governo e da Casa Civil. Não houve óbices formais”, respondeu o ministro.

O que Luana disse

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Questionada pela CPI na semana passada sobre as circunstâncias que a levaram a não ser efetivada no cargo, a infectologista respondeu:

“O ministro, com toda hombridade que ele teve ao me chamar, ao fazer o convite, me chamou ao final e disse que lamentava, mas que a minha nomeação não sairia, que meu nome não teria sido aprovado”, disse Luana.

Após ser questionada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) se a decisão de não nomeá-la teria partido de Queiroga, Luana disse que o ministro demonstrou "pesar" e que "não teria lógica" se a decisão tivesse partido dele.

“Não sei se foi uma instância superior, o que eu posso dizer é que não me parece ter sido dele, não teria lógica. Isso ficou claro para mim. Não existe razão para que a gente chegasse naquele ponto, e naquela circunstância, e naquele pesar se isso fosse uma decisão privada, assim, única e exclusivamente dele, eu não vejo razão para isso ter acontecido”, afirmou.


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