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Bolsonaro diz que novo presidente da Petrobras deverá trocar diretores

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (22) que um novo presidente da Petrobras indicado pelo governo federal deverá “trocar os diretores” da estatal para dar uma “nova dinâmica” à empresa e alterar a política de paridade de preços de importação “se for o caso”.

Bolsonaro reclamou ainda da “dificuldade” em conseguir aprovar o nome de Caio Paes de Andrade para assumir a presidência da companhia. A declaração foi dada em entrevista à rádio Itatiaia.

“O que fizemos há pouco tempo? Foi trocado o ministro das Minas e Energia, e a Petrobras está embaixo dele. O que é natural? É trocar o pessoal lá. Estamos tentando trocar? Sim. Agora, a dificuldade para trocar. Passa o nome pela análise do conselho de administração. E o conselho tem relutado em aceitar tudo isso aí”, afirmou.

Na segunda-feira (20), após um novo aumento nos preços dos combustíveis, o então presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, pediu demissão após pressão do governo. Fernando Borges, que era diretor-executivo de Exploração e Produção, foi escolhido presidente interino da empresa, o que contrariou os interesses do Planalto.

O bacharel em comunicação Caio Paes de Andrade, cujo nome está sendo avaliado pelo Comitê de Elegibilidade da estatal, tem tido dificuldades em ser nomeado por não preencher critérios da Lei das Estatais.

“O que aconteceu agora segunda-feira última? O presidente da Petrobras renunciou. Botaram um interino. O indicado pelo ministro não é ele, é outro cidadão, e estamos com dificuldade. Era para ser colocado ontem, passou para hoje, daqui a pouco passa para a semana que vem”, afirmou o presidente.

Segundo ele, a política de preços da empresa, que atrela o valor dos combustíveis ao dólar, “já cumpriu seu papel” e poderá ser revista.

“O estatuto da Petrobras criou a tal da PPI, a paridade de preços internacional, que no meu entender já cumpriu seu papel. Igual torniquete. Você faz ali, quando acaba a hemorragia, você tem que afrouxar se não gangrena a perna. A perna chamada Petrobras está gangrenando agora com a PPI. Não tem justificativa ‘subiu lá fora, sobe imediatamente aqui’. Não tem essa justificativa. Ainda mais a ganância da Petrobras. Ela está tendo lucro inimagináveis”, criticou.

Bolsonaro defendeu que o estatuto da empresa, embora preveja a paridade, permitiria não reajustar os preços imediatamente, porque, segundo ele, “a periodicidade é de um ano” na política.

Ele ainda disse que o governo não tem controle total sobre a estatal. “A Petrobras é uma empresa que é pública e privada. É as duas coisas. Então eu não mando lá”, disse.

*Publicado por Estêvão Bertoni


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