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Justiça de SP suspende processo que poderia cassar Camilo Cristófaro por racismo

A Justiça de São Paulo suspendeu, na manhã desta quarta-feira (22), “o trâmite do procedimento ético-disciplinar movido em face de Camilo Cristófaro Martins Júnior até o julgamento do recurso”. A origem da ação se deu após o vazamento de um áudio do vereador Camilo Cristófaro (Avante) dizendo “Não lavaram a calçada (…) é coisa de preto, né?”, durante sessão da CPI dos Aplicativos no dia 3 de maio.

Em nota, a vereadora Elaine Mineiro, do Quilombo Periférico (PSOL), autora do parecer que pedia abertura do processo, afirmou que “lamenta profundamente a decisão”, reforçando que o Quilombo tem “tranquilidade em afirmar que nosso parecer se pautou por respeito a todos os princípios constitucionais do devido processo legal, inclusive a imparcialidade, e tudo dele fundamentado nas representações apresentadas e nas resoluções internas da Corregedoria da Câmara Municipal de São Paulo”.

“A Procuradoria da Câmara recorrerá dessa decisão e nós também adotaremos as medidas processuais cabíveis para defender nossa atuação”, diz a parlamentar do PSOL.

Entenda o caso

Um trecho da fala de Camilo Cristófaro passou a circular nas redes sociais. No áudio, é possível ouvir o vereador dizendo: “Não lavaram a calçada (…) é coisa de preto, né?”

O parlamentar comentou sobre o caso em uma reunião do Colégio de Líderes da Casa e pediu desculpas “se alguém se sentiu ofendido”.

“Eu queria primeiro, se alguém se sentiu ofendido –e eu acho que deve se sentir–, eu peço desculpa por um contexto que eu fiz com ele e que ele faz comigo”, comunicou o vereador, sem informar a quem se referia.

“Então, é uma brincadeira nossa. Tanto é que ele é um cara que frequenta a minha casa. É uma pessoa que eu me orgulho”, acrescentou.

Um dia após o episódio, em 4 de maio, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) desfiliou Cristófaro. Em nota, a legenda confirmou a ação “antes mesmo de o diretório estadual acolher denúncia e instalar procedimento de investigação e julgamento contra o parlamentar.”


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