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Polícia Federal obteve nota fiscal de vantagem indevida no MEC

Djaci Vieira, chefe de gabinete de Milton Ribeiro no Ministério da Educação (MEC), revelou à Polícia Federal (PF), durante depoimento, que vendeu um carro ao pastor Arilton Moura, por um baixo preço e ainda não havia recebido o valor. O mesmo foi revelado por Victor Godoy, atual chefe da pasta. As informações são da âncora da CNN Daniela Lima.

Segundo a declaração, Ribeiro comentava o episódio com naturalidade, sem esconder o ocorrido. “Verifica-se pela documentação oficial da transação que ela foi feita por terceiros”, que seriam a mulher do ex-ministro e a filha do pastor.

Em outro trecho do documento, é explicado que a Controladoria-Geral da União (CGU) foi averiguar o que havia ocorrido na Prefeitura de Nova Odessa. O homem ouvido explicou visando melhorar a qualidade da educação dos municípios da região, procurou os pastores Ailton e Gilmar Santos, com a ciência que os líderes evangélicos desenvolviam um trabalho de articulação com Ribeiro.

A partir disso, o referido homem se encontrou com os pastores em um hotel de Brasília. Chegando ao local, foi recebido por Luciano Mussi, gerente do MEC, que foi identificado como assessor do pastor.

Por meio de Arilton, a pessoa foi atendida por Ribeiro na sede do ministério. Na ocasião, o ex-ministro inclusive gravou um vídeo se comprometendo a levar o gabinete itinerante até a cidade de Nova Odessa.

Para a realização do evento, foi solicitado pelo pastor que a passagem de sua “comitiva particular” fosse paga, da qual fazia parte Mussi. As informações podem ser confirmadas em notas fiscais da Prefeitura de Piracicaba.


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