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Aras: “Eu me sinto incompreendido, mas se fará justiça a mim”

O Procurador-Geral da República, Augusto Aras, disse à CNN nesta quarta-feira (17) se sentir incompreendido por parte da imprensa e de setores da sociedade a respeito das críticas feitas sobre sua gestão à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR). Aras, que pretende se dedicar a escrever livros após deixar o cargo em 2023, afirmou acreditar que haverá justiça a ele no futuro.

“Eu me sinto incompreendido, mas a compreensão virá historicamente. Se fará justiça a mim”, pontuou o procurador-geral. Em sua avaliação, as críticas surgiram após ter, em sua campanha pelo cargo, acusado a lista tríplice de ser fraudada e adotado um discurso anti Lava Jato, contra o que considerou ser um Ministério Público aparelhado e anarco-sindicalista.

“Me lancei contra tudo e contra todos. O divino quis que eu estivesse aqui”, disse Aras. De acordo com o procurador-geral, as pessoas não querem entender sua gestão à frente da PGR. “A imprensa tem medo do STF e transfere o ônus para o PGR. A imprensa vai compreender [no futuro] que a PGR cumpriu seus deveres”, avaliou.

Aras também se defendeu de críticas tecidas contra ele por não se posicionar diante de manifestações proferidas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) contra o processo eleitoral. Para Aras, o Procurador-Geral da República não pode ser um agente político.

Futuro

Em meio à indefinição que marca o início da campanha eleitoral e questionado sobre como será sua gestão em 2023, Aras afirmou que será igual à que vem sendo realizada desde 2019, quando assumiu o cargo.

“O Aras de 2023 será igual. Cumpridor da Constituição Federal, das leis, da democracia e do Estado de Direito”, observou.

O procurador disse que não pretende ficar mais do que quatro anos à frente da PGR. Prestes a dar início à segunda metade de seu segundo mandato, pontuou que pretende se dedicar a escrever livros ao deixar o cargo em setembro de 2023.

Aras também disse que nunca houve o desejo de ser ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e brincou que a possibilidade de haver uma vaga destinada a ele, que eventualmente seria oferecida pelo presidente Jair Bolsonaro, não existia.


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