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Michelle Bolsonaro e Janja ganham protagonismo na campanha eleitoral

Pesquisa Genial/Quaest para as eleições presidenciais de 2022, divulgada nesta quarta-feira (17), traz o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente, com 45% das intenções de voto no primeiro turno, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com 33%.

Entre as mulheres, a diferença entre os dois candidatos é ainda maior: Lula tem 46% das intenções de voto entre o público feminino, enquanto Bolsonaro registra 30%. Entretanto, a diferença, hoje em 16 pontos percentuais, já foi mais expressiva. Em março deste, o petista tinha 47%, enquanto o atual presidente contava com 22%.

Especialistas apontam que o uso da imagem de Michelle Bolsonaro tem impulsionado a campanha do presidente. A primeira-dama tem participado de comícios e cultos ao lado de Bolsonaro e tem sido bastante ativa nas redes sociais.

“A presença da Michele tem uma importância. Em 2018 ela já foi efetiva convencendo público feminino, principalmente o evangélico”, avalia Gabriel Rossi, professor de Marketing Político da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Para a cientista política Denilde Holzhacker, a melhora nos indicadores econômicos também tem ajudado Bolsonaro entre o público feminino. A avaliação negativa do governo entre as mulheres caiu, nos último quinze dias, de 48% para 43%.

“As mulheres tem uma preocupação com a questão do dia a dia, não é só a questão econômica, então quando a inflação esta muito alta, quando o preço dos alimentos está elevado, isso afeta negativamente, mas um governo que está dando ou mostrando sinais de recuperação tende a impactar positivo neste segmento”, avalia Holzhacker.

Do lado petista, Rosângela Silva, a Janja, deve ganhar uma agenda própria. A esposa de Lula ampliou sua presença nas redes sociais e tem interagido mais com os eleitores.

“A Janja tem um discurso também muito forte. Traz uma perspectiva de uma mulher independente, que tem uma posição própria, que está muito preocupada com as questões sociais, muito preocupada em como o próximo governo vai responder a demandas que são muito caras às mulheres também”, afirma Holzhacker.

As mulheres são maioria entre os eleitores há duas décadas no Brasil, e alcançou novo recorde neste ano: 82 milhões de eleitoras. Elas representam a maior fatia do eleitorado em todas as faixas etárias e nos maiores colégios eleitorais do país, como São Paulo, Minais Gerais e Rio de Janeiro.


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