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Rivais de Bolsonaro preparam reação jurídica por atos no 7 de Setembro

Logo pela manhã neste 7 de Setembro, o presidente Jair Bolsonaro (PL) reuniu ministros e empresários em Brasília, e afirmou que “a história pode se repetir”.

“Só dar um bom dia para todo mundo. Dizer que o Brasil já passou por momentos difíceis. A história nos mostra. 22, 35, 64, 16, 18 e agora 22. A história pode se repetir. O bem sempre venceu o mal”, declarou Bolsonaro.

Bolsonaro assistiu ao desfile cívico-militar ao lado da primeira dama, Michelle e de apoiadores. Por tradição, o evento costuma ser acompanhado também pelos chefes da Câmara, Senado e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Mas, no Bicentenário da Independência, nenhum deles compareceu. Em entrevista exclusiva à CNN, o presidente falou sobre as ausências.

“Todos foram convidados, eu não respondo por eles, todos foram convidados”, expôs.

O chefe do Executivo usou a data cívica para discursar a apoiadores. Na Esplanada dos Ministérios, disse que num eventual segundo mandato, vai trazer todos para as quatro linhas da Constituição, expressão que costuma usar para criticar ministros do STF.

“É obrigação de todos jogarem dentro das quatro linhas da nossa Constituição. Com uma reeleição, traremos para dentro dessas quatro linhas todos os que ousam ficar fora dela”.

Em São Paulo, milhares de pessoas se reuniram mais uma vez na Avenida Paulista. No Rio de Janeiro, a concentração foi na Orla de Copacabana.

A participação do presidente nos eventos do Bicentenário da Independência em período eleitoral causou reação entre os adversários.

Partidos de oposição já preparam uma reação jurídica. Para eles, houve abuso da máquina pública.

Os opositores também devem pedir na Justiça a proibição do uso de imagens dos eventos pela campanha de Bolsonaro.

“Eu tenho poucas dúvidas de que o evento em celebração ao Bicentenário da Independência brasileira que não tenha sido mobilizado do ponto de vista político, partidário, tendo em vista a eleição presidencial de 2022”, afirma o cientista político Rafael Cortez.

“Isso deve mobilizar a base tradicional, mas não me parece que terá um impacto relevante em termos do cenário eleitoral”, finalizou Cortez.


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