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Profissão Repórter mostra a busca de famílias por uma moradia durante a pandemia

Profissão Repórter - 08/06/2021

Profissão Repórter - 08/06/2021

A busca por um teto durante a pandemia do novo coronavírus tem sido um drama para algumas famílias. O Profissão Repórter desta terça-feira (8) mostrou como vivem as pessoas que tentam comprar a casa própria e também conseguir um lugar para morar.

Em agosto de 2020, a repórter Nathalia Tavolieri acompanhou a reintegração de posse de uma ocupação em Diadema, na Grande São Paulo. Lá, conheceu famílias que, em decorrência da pandemia, perderam seus empregos e passaram a morar, pela primeira, vez em uma ocupação.

Entre as histórias, o entregador Romário da Silva, havia sofrido um despejo. Dez meses depois, ele não só conseguiu um emprego, como paga o aluguel de uma casa onde pode morar com a mulher e os filhos.

Famílias são despejadas após reintegração de posse em Diadema, SP

Famílias são despejadas após reintegração de posse em Diadema, SP

As repórteres Clara Velasco e Mayara Teixeira mostraram as contradições do Centro de São Paulo. A região tem umas das maiores concentrações de serviços da cidade, como transporte público e comércio, mas sofre com o abandono de muitos prédios -- e com uma grande quantidade de pessoas que buscam moradia na região.

Ao mesmo tempo em que os prédios seguem vazios, centenas de famílias moram em ocupações e cortiços da região, muitas vezes em condições insalubres. Essas pessoas contam que sonham com a casa própria e com o momento em que mais iniciativas de moradia social vão tomar o centro da cidade.

Prédios abandonados são ocupados por famílias que procuram um lar no Centro de São Paulo

Prédios abandonados são ocupados por famílias que procuram um lar no Centro de São Paulo

O repórter Guilherme Belarmino acompanhou o momento em que centenas de famílias ocuparam um terreno de oito mil metros na Zona Leste de São Paulo. A área pertence à Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab-SP) e já tinha sido ocupada pelas mesmas pessoas em 2017. Naquela época, elas aceitaram sair depois de serem incluídas no cadastro de demanda habitacional, mas não foram contempladas.

O cadastro é obrigatório para pessoas de baixa renda que querem comprar uma moradia popular. A reportagem analisou o banco de dados da Cohab e descobriu que algumas pessoas já esperam há décadas.

É o caso da aposentada Francisca Vita de Lana, de 70 anos, que se cadastrou no dia 8 de janeiro de 1981, mas ainda não foi contemplada. Em tratamento de um câncer de mama, ela diz que tem fé e ainda acredita que vai realizar o sonho da casa própria. Já são mais de 40 anos na fila.

Equipe do Profissão Repórter registra momento em que famílias ocupam terreno

Equipe do Profissão Repórter registra momento em que famílias ocupam terreno


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