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Cacique Xokleng destaca a importância da demarcação indígena: 'A terra é a nossa vida'

Cacique Xokleng destaca a importância da demarcação indígena

Cacique Xokleng destaca a importância da demarcação indígena

O povo indígena Xokleng está no centro da discussão que o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar na semana passada. A Corte vai decidir se a terra indígena Ibirama La-Klãnõ, habitada pelos Xokleng e por outros dois povos, deve ou não abranger áreas pleiteadas pelo governo de Santa Catarina e por proprietários rurais.

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Para Lázaro Camlem, cacique Xokleng, a discussão vai muito além da luta e do direito à terra.

“É da terra que nós tiramos nosso alimento para comer. A terra é a nossa vida, é tudo para nós. É a nossa mãe, nosso pai”, diz.

Para Lázaro Camlem, cacique Xokleng, a discussão sobre demarcação indígena vai muito além da luta e do direito à terra — Foto: Profissão Repórter

Para Lázaro Camlem, cacique Xokleng, a discussão sobre demarcação indígena vai muito além da luta e do direito à terra — Foto: Profissão Repórter

O Profissão Repórter desta terça-feira (31) mostrou a luta de indígenas pela demarcação de terras.

Poucos mais de 3 mil Xoklengs vivem na Ibirama La-Klãnõ, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina. A área delimitada da terra indígena é de 14 mil hectares. Mas os Xoklengs lutam na Justiça para provar que os seus antepassados viviam em uma área muito maior: 37 mil hectares.

A área de 23 mil hectares reivindicada pelos Xoklengs é explorada por fazendeiros e madeireiros desde a década de 1960. O STF voltou a avaliar o processo na última quinta-feira (26). Os ministros vão decidir se a terra indígena habitada pelos Xoklengs poderá incorporar áreas reinvindicadas pelo governo do estado e por ruralistas.

Poucos mais de 3 mil Xoklengs vivem na Ibirama La-Klãnõ, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina — Foto: Profissão Repórter

Poucos mais de 3 mil Xoklengs vivem na Ibirama La-Klãnõ, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina — Foto: Profissão Repórter

Os ruralistas defendem o chamado marco temporal, tese que só daria direito à terra aos indígenas que já estivessem nela na data de promulgação da Constituição de 1988.

Em nota enviada ao Profissão Repórter, a Procuradoria-Geral do Estado de Santa Catarina (PGE/SC), disse que “busca dar segurança jurídica a toda e qualquer pessoa que convive com o risco de perder sua propriedade ou moradia sob o pretexto de o local ter sido, em passado remoto, uma área indígena.”

Quatro mil anos atrás

Achados arqueológicos no oeste do estado de Santa Catarina provam que a etnia Xokleng tem mais de 4.600 anos. “Assim que o estado de Santa Catarina começou a ser colonizado, os Xoklengs começaram a sofrer massacres. A gente tem um cálculo de 200 anos de resistência, de massacre. Conseguir sobreviver a arma de fogo, facão, é ser resistente”, diz professor Xokleng Osias Tukun Paté.

Mesmo com o histórico de resistência, o professor estima que o número de indígenas da etnia vem diminuindo ao longo do tempo.

“Em 1.914 nós éramos aproximadamente 10 mil pessoas. Hoje somos 3.200 pessoas”, conta.

Assista à reportagem completa abaixo:

Povo indígena Xokleng luta na Justiça por demarcação de terras

Povo indígena Xokleng luta na Justiça por demarcação de terras


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