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PUC-Campinas fica em 2º lugar em torneio mundial de simulação de negócios

 — Foto: Divulgação: PUC Campinas

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Um grupo de estudantes da Faculdade de Ciências Econômicas e Administração da PUC-Campinas conquistou o segundo lugar do Torneio Internacional de Simulação de Negócios Cesim Elite 2022. A colocação é inédita na Universidade. Além da equipe vice-campeã mundial, a PUC-Campinas também marcou presença com um segundo time, que venceu a competição na fase continental, contra instituições da América Latina e países Lusófonos.

A competição avalia o desempenho dos alunos no uso da ferramenta online utilizada mundialmente, chamada Cesim. Trata-se de um jogo de simulação de negócios, que entrega aos participantes várias fases de gerenciamento de uma empresa, nos setores de produção, logística e marketing, entre outros, e promove um desafio na tomada de decisões. Na PUC-Campinas, a ferramenta é usada há muitos anos pelos cursos de Administração e Ciências Econômicas, como parte importante para aplicação do aprendizado obtido em sala de aula.

Na competição deste ano, duas equipes da Universidade fizeram história, primeiro na etapa continental e depois entre as melhores do mundo.

Concentração das equipes

Para se dar bem no processo, as equipes formadas durante as aulas passaram horas dentro de uma sala em trabalho, com várias reuniões por dia. Pedro Eduardo Ferreira Neto, aluno de Ciências Econômicas que participou da equipe que ficou na segunda colocação mundial, relembra com carinho dessa fase, em que a dedicação precisou ser total, com exigência de uma rotina de concentração até mesmo durante as aulas.

“Recebemos uma sala, a 909, que foi o nosso QG (quartel general)! Ali aconteciam os encontros durante a tarde até o início das aulas do noturno. Ficávamos das 16h às 20h, usávamos os intervalos também. A gente fazia de três a quatro reuniões por dia, primeiro as 19h, depois outra das 23h até as duas da manhã. Depois a terceira, já em horário de aula, com revisões sobre detalhes, entre 9h e 11h. Cada um propunha algum ajuste e a gente se acertava”, relembra.

A rotina árdua tinha ajuda. Durante a noite, o Professor Mestre Roberto Brito de Carvalho, da Faculdade de Economia, que orientou o trabalho desde a formação dos grupos, ficava disponível para auxiliar os alunos.

“Ele foi muito empenhado, às 18, às 22h, sempre à disposição, sempre debatendo com a gente. Sempre dando aulas”, comenta.

Caminhada para a conquista

As duas equipes da PUC-Campinas iniciaram a competição na 1ª etapa, denominada Global Challenge. Nela, estudantes da Argentina, Brasil, Guatemala, Honduras, Portugal, Uruguai e México formaram uma das regiões de disputa, classificada como América Latina e países Lusófonos. Ao mesmo tempo, outras quatro regiões do mundo realizavam eliminatórias: Índia, Vietnã, França e Intercontinental. Nessa fase, os competidores tiveram que gerir um negócio no setor de indústrias automobilísticas, com ênfase em ESG (Environmental, Social and Governance), que significam boas práticas ambientais, sociais e de governança das empresas.

Pedro explica o processo necessário na primeira fase da competição. “A gente calcula desde a demanda de mercado, passando pela produção, pesquisa e desenvolvimento. O RH (recursos humanos), com salários, incentivos a treinamentos. Calculamos o melhor preço de venda, quanto vai ser investido no marketing, qual seria a campanha. Cada variável desenvolve uma situação de jogo diferente, que pode ou não ser favorável à sua estratégia de vendas. Lidamos com finanças, ação, recompra, dividendos, gerenciamento de dívidas a longo prazo e movimentação dentro da empresa, para que não falte dinheiro em filiais”, aponta.

Nessa primeira fase, a Equipe PUC 2, composta por Hayssam Kanso, Leonardo da Silva Rodrigues, João Pedro Seixas e Mondlane Garcia, foi a grande vencedora, seguida pelo time da Universidade Sergio Arboleda, do Equador e pela Universidade Marista de Mérida, no México. A outra equipe da PUC, chamada Equipe PUC 1, ficou na quarta colocação.

Para os alunos, a troca de informações entre os dois times da Universidade foi fundamental para o melhor desempenho das duas equipes.

“Desde o início, sempre houve um sentimento de companheirismo entre as duas equipes (PUC1 e PUC2) e nós estávamos sempre discutindo nossos universos, ajudando uns aos outros. Para mim, em especial, foi uma experiência muito gratificante e prazerosa participar deste processo”, relembra Hayssam Kanso, aluno de Ciências Econômicas.

A premiação nessa etapa foi de US$ 500, US$ 350 e US$ 200 para as primeiras posições, respectivamente.

 — Foto: Divulgação: PUC Campinas

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Rumo ao Mundial!

Depois de concluída a fase continental, ambas as equipes se classificaram e partiram para uma competição ainda mais desafiadora. Desta vez, pela frente universidades de todo o mundo, classificadas nas seletivas dos demais continentes. Potências de vários países estiveram frente a frente na disputa. Entre as finalistas estavam a Shenzen University – importante universidade pública chinesa, a Universidade de Economia e Direito da Cidade de Ho Chi Minh, do Vietnã, Sakarya Univesity, da Turquia, École Universitaire de Management, da França, Universidad Marista, do México e a Indian Institute of Management Kozhikode, da Índia.

Agora, além do simulador, os alunos partiram para uma nova fase de testes de habilidades. Desta vez, um estudo de caso no ramo de hotelaria. A equipe teve que desenvolver um plano para um hotel que havia sobrevivido à crise provocada pela pandemia, mas agora buscava uma atualização e modernização, levando em conta o conceito da sustentabilidade, até mesmo para atrair novos clientes que consideram importante esse tipo de preocupação. Eles tiveram que criar um plano estratégico para o crescimento de práticas sustentáveis e, depois, apresentar um vídeo, em inglês, sobre a proposta.

“Todos tinham um papel relevante na tomada de decisão na equipe. Nos primeiros dias definimos um time para cuidar do simulador e outro para o estudo de caso. É claro que tinha um intercâmbio entre os grupos. Foi um desafio muito grande. Para conseguir um bom resultado, tivemos que nos esforçar ao máximo todos os dias”, relembra o aluno de Ciências Econômicas, Davi Bragion.

A estratégia deu certo. O Grupo denominado PUC 1, formado pelos alunos: Davi Bragion, Júlia Magalhães Dini, Pedro Ferreira Neto, Rubens Fernandes e Victtoria Belmonte de Campos conseguiu o feito inédito de terminar na segunda colocação geral.

Da sala de aula para o mercado

O resultado, além de ser comemorado por alunos e pelo corpo docente, mostra um ponto importante sobre a Universidade: a capacidade de preparar os alunos para o mercado. Para o Professor Mestre Roberto Brito de Carvalho, que orientou os alunos em todos os momentos da competição, apesar de se tratar de um simulador, o Cesim traz ao estudante uma experiência de vivência prática do aprendizado.

“São alunos bastante qualificados e bastante interessados e que acabam, de uma certa forma, submetendo o seu talento a uma competição, para verificar o grau de conhecimento que eles dispõem para poder enfrentar adversários de outras universidades. Esse ano, a capacidade de integração dessas duas equipes foi tamanha, ao ponto de transcenderem a questão da disputa e criarem elos de amizade que devem perdurar depois da universidade”, pontua o Professor.

Para Davi, tanto no aspecto técnico quanto interpessoal, a jornada trouxe aprendizado e confiança para o futuro. “Com certeza, me sinto mais preparado. Por passar por esse amplo leque de temas abordados pelo simulador, dá uma segurança a mais sobre o conhecimento que a gente adquire no curso. Então, através dessa confiança, certamente eu me sinto mais preparado. É como se fosse uma validação sobre o processo de aprendizagem. Além disso, uma questão de habilidades de trabalho em equipe, liderança, gerenciamento, conviver com opiniões diferentes e saber trabalhar com essa diversidade é algo que ajuda e também nos prepara para o mercado”, acrescenta.

Excelência para o mundo

O destaque na competição internacional reforça a busca da PUC-Campinas para levar aos alunos uma formação também valorizada fora do país. Para a Diretora do Centro de Economia e Administração (CEA) da PUC-Campinas, Profa. Dra. Camila Brasil Gonçalves Campos, é uma chance de mostrar aos alunos que o aprendizado recebido na PUC-Campinas é competitivo com as maiores universidades do mundo.

“Os alunos estarem nessa competição os coloca em pé de igualdade com outras universidades, com outros estudantes de outras partes do mundo, que estudam em universidades renomadas na China, Índia, França. E os nossos alunos conseguem ver que a qualidade que eles têm aqui é semelhante às universidades da Europa. E supera muitas delas”, explica.

Ainda segundo a diretora, incentivar os alunos a participarem desse tipo de competição, interagindo e acompanhando o uso das mesmas ferramentas por parte de outras universidades, os ajuda a entender e confiar na qualificação oferecida pela PUC no curso e fazer com que eles se sintam ainda mais prontos para o mercado.

“Conseguir mostrar que os cursos de negócios da PUC-Campinas têm o nível dos melhores do mundo. É padrão mundial. Isso reflete no mercado, porque as empresas enxergam nossos profissionais como diferenciados. Isso é uma demonstração que de fato eles têm esse conhecimento de nível mundial”, exemplifica a diretora.

Internacionalização para ampliar a competência

Os rumos da educação na era digital também mudaram. Cada vez mais, as fronteiras vão sendo deixadas para trás. Por isso, segundo a Profa. Camila Brasil Gonçalves Campos, a intenção da Universidade é para que, cada vez mais, essa visão e busca pelo internacional torne a formação do aluno mais completa.

“Os ambientes de negócio estão cada vez mais internacionais. Na medida em que a gente vai se digitalizando, as fronteiras vão caindo. Ter um curso que possa trazer uma vivência internacional para os alunos é um processo de formação importante. No mundo globalizado, é difícil pensar um processo de ensino superior que não se proponha a falar além das fronteiras do país. E quando vamos para um torneio internacional e conseguimos uma classificação muito boa, a gente vê que a nossa formação está em nível mundial”, explica.

Equipe vice-campeã mundial (PUC 1)

  • Davi Seluque Fregonezi Latorre Bragion
  • Júlia Ribeiro Magalhães Dini
  • Pedro Eduardo Ferreira Neto
  • Rubens Rodrigues Fernandes
  • Victtoria Belmonte de Campos

Equipe campeã da América Latina e países Lusófonos (PUC 2)

  • Hayssam Issam Viana Kanso
  • Leonardo Raphael da Silva Rodrigues
  • João Pedro Coutinho Seixas
  • Mondlane Mateus Henrique Garcia


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