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Coronel exonerado da Inteligência da PM após operação assume unidade que forma policiais

O coronel Rubens Castro Peixoto será o novo comandante do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP) da Polícia Militar do Rio de Janeiro. No fim de 2019, o oficial foi exonerado do cargo de subsecretário de Inteligência da corporação depois que PMs subordinados a ele foram presos suspeitos de roubar e de extorquir dinheiro de comerciantes.

Uma operação da Polícia Civil desarticulou o grupo. Segundo a investigação da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial, os PMs se passavam por policiais civis para inspecionar lojas, roubar comerciantes, exigir propinas e fazer "vista grossa" para a venda de produtos pirata.

Na época, a Justiça expediu sete mandados de prisão e o setor de Inteligência da PM foi praticamente dissolvido. Por enquanto, o G1 apurou que nenhum policial foi condenado pelos crimes. Além disso, alguns dias depois da operação, 11 oficiais com patentes que iam de tenente a tenente-coronel foram transferidos a outras unidades da PM.

Alguns deles foram enviados para a Diretoria Geral de Pessoal (DGP), conhecida como a "geladeira" da corporação, enquanto outros foram mandados para batalhões. Um deles passou a trabalhar no Estado-Maior Geral da PM, considerado o "centro nevrálgico" da secretaria.

Operação prende pms por extorsão e subsecretário de inteligência da PM é exonerado no RJ

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No fim de janeiro de 2020, em uma das audiências sobre o caso na Auditoria da Justiça Militar, um comerciante que afirmou ter sofrido extorsão por PMs da Inteligência disse ter pago R$ 12 mil em propina escondidos numa caixa de sapato. No depoimento, o homem afirmou que o dinheiro foi entregue na estação de trem de Madureira, na Zona Norte.

A nomeação de Peixoto no comando do centro de formação de PMs foi publicada no boletim interno da corporação de terça-feira (5). O texto informa que o oficial deixará o 7° Comando de Policiamento de Área para assumir o CFAP no lugar do também coronel Marcelo Teixeira, que ficará à frente do Comando de Policiamento Ambiental.

O que diz a Polícia Militar

Sobre os policiais presos na operação, a assessoria de imprensa da Secretaria de Polícia Militar informou que a Corregedoria da corporação abriu Inquérito Policial Militar (IPM). A PM acrescentou que o coronel Rubens Peixoto não está entre os citados neste procedimento.

A pasta também ressaltou "méritos alcançados pelo coronel". A PM informou que Peixoto foi o primeiro colocado nos Cursos de Aperfeiçoamento de Oficiais e Superior de Polícia e, em quase três décadas, tem 23 anos de credenciamento no sistema de inteligência, ocupou 14 cargos de comando e foi premiado por seis vezes pelo Sistema Integrado de Metas.

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