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Ex-gerente de OS investigada e nomeada para fiscalizar contratos na Prefeitura do Rio será exonerada

Kamila Conde vai fiscalizar contratos com as OSs — Foto: Reprodução/TV Globo

Kamila Conde vai fiscalizar contratos com as OSs — Foto: Reprodução/TV Globo

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro informou nesta quarta-feira (6) que a coordenadora Kamilla Coelho Conde será exonerada de seu cargo na Prefeitura do Rio.

Antes de ser nomeada pela atual gestão, Kamila foi gerente da OS Cejam, que é suspeita de gerar danos aos cofres públicos de mais de R$ 1,2 milhão, segundo uma investigação do Tribunal de Contas do Município (TCM).

Em nota, a secretaria disse que "mesmo não tendo nenhum processo judicial ou conflito de interesse, a advogada Kamila será exonerada".

Kamila Coelho Conde foi nomeada coordenadora da Coordenação de Demandas Institucionais, subordinada à Coordenadoria Técnica de Convênios e Contratos de Gestão com Organizações Sociais.

Trabalho na OS

Na OS Cejam, a gerente era responsável pela gestão administrativa-financeira e pelo cumprimento de metas quantitativas e qualitativas definidas em contrato com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Em fevereiro do ano passado, a SMS criou uma comissão para apurar danos aos cofres públicos e obter ressarcimento da Cejam, que administra o Hospital Evandro Freire, na Ilha do Governador, e a Coordenadoria de Emergência Regional (CER) da Ilha.

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Segundo o RJ2, a OS utilizou dinheiro do contrato do Evandro Freire — sem autorização do município — para desmobilizar a estrutura ao deixar a gestão da CER do Centro, o que é ilegal. Na sindicância que apura suposta irregularidade, Kamila prestou depoimento.

Há ainda uma outra investigação no TCM após uma fiscalização feita pelo vereador Paulo Pinheiro (PSOL), presidente da comissão de Saúde da Câmara Municipal.

A Cejam é suspeita de pagar com dinheiro público despesas consideradas irregulares, como gastos na churrascaria Fogo de Chão, táxis e passagens aéreas, entre abril de 2012 e março de 2014. Nessa época, ela era gerente da Cejam.

Caso permanecesse na nova função dentro da estrutura da Prefeitura do Rio, Kamila Conde cuidaria exatamente da investigação aberta pela SMS para apurar irregularidades cometidas na prestação de contas da Cejam na época em que estava à frente da gerência da OS.

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