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Polícia ouve mais 4 testemunhas do atropelamento causado por Marcinho

A Polícia Civil do RJ programou para esta quarta-feira a tomada de depoimentos de mais quatro testemunhas do atropelamento, no dia 30, em que dois professores do Cefet morreram. O ex-jogador do Botafogo Marcinho admitiu que estava ao volante.

Nesta terça (5), a professora Maria Cristina José Soares morreu após quase uma semana internada. Seu marido, o professor Alexandre Silva de Lima, morrera na hora.

Morre a mulher atropelada pelo ex-jogador do Botafogo Marcinho

Morre a mulher atropelada pelo ex-jogador do Botafogo Marcinho

Os dois eram professores do Cefet, o Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca.

Eles atravessavam a Avenida Sernambetiba, no Recreio dos Bandeirantes, na altura do número 17.170, quando foram atingidos pelo carro de Marcinho, modelo Mini Cooper.

Alexandre Silva de Lima morreu na hora — Foto: Reprodução

Alexandre Silva de Lima morreu na hora — Foto: Reprodução

Marcinho, ex-lateral do Botafogo e seu pai, Sérgio Lemos de Oliveira, prestam depoimento na 42º DP (Recreio), nesta segunda-feira (04).— Foto: ESTEFAN RADOVICZ/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Marcinho, ex-lateral do Botafogo e seu pai, Sérgio Lemos de Oliveira, prestam depoimento na 42º DP (Recreio), nesta segunda-feira (04). — Foto: ESTEFAN RADOVICZ/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

O casal saía da praia, onde havia colocado flores para Iemanjá, na véspera do réveillon, segundo parentes.

Internada em estado grave, ela passou por várias cirurgias e chegou a receber a notícia da morte de Alexandre. Na manhã desta terça, Maria Cristina piorou e foi entubada. No início da noite, não resistiu.

Testemunhas contradizem Marcinho

Testemunhas contradizem depoimento do jogador Marcinho em caso de atropelamento no Recreio

Testemunhas contradizem depoimento do jogador Marcinho em caso de atropelamento no Recreio

Testemunhas que viram o ex-lateral do Botafogo atropelar o casal contestaram a versão do jogador em depoimentos à polícia.

Marcinho tinha afirmado que estava em baixa velocidade (60 km por hora) e que tentou "frear e desviar" das vítimas. Disse também que não prestou socorro porque temeu ser linchado.

Uma das testemunhas diz que ele estava em alta velocidade e "costurando" no trânsito, que o trânsito estava "moderado" e que permitia a chegada das vítimas em segurança no outro lado da rua.

Outra testemunha também disse que a velocidade era alta e que Marcinho tentou evitar policiais após o atropelamento.

Uma outra pessoa ouvida pelos investigadores afirma que Marcinho passou de novo por cima de uma das vítimas ao tentar fugir do local e que o jogador poderia ter pedido ajuda para a polícia, mas fugiu.


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