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Ciclistas fazem ato em memória de colega atropelado e morto por bombeiro

Ciclistas fazem ato em memória de Cláudio Leite — Foto: Alexandre Henderson/TV Globo

Ciclistas fazem ato em memória de Cláudio Leite — Foto: Alexandre Henderson/TV Globo

Um grupo de ciclistas iniciou neste sábado (16), às 9h, um ato em memória do colega Cláudio Leite da Silva, 57 anos, atropelado e morto na madrugada de segunda-feira(11).

Cláudio pedalava na Avenida Lúcio Costa, no Recreio, quando foi atingido pelo carro do capitão bombeiro João Maurício Correia Passos.

O oficial foi preso horas após o acidente por agentes da Polícia Civil e da 2ª seção do Estado-Maior do Corpo de Bombeiros. João Maurício foi indiciado por homicídio com dolo eventual (assumindo o risco de matar), fuga do local e embriaguez ao volante.

Os amigos de Cláudio programaram uma pedalada da Praça Tim Maia, no Recreio dos Bandeirantes, até o Posto 10, onde o taxista aposentado foi atropelado, morrendo na hora. Um minuto de silêncio seria observado lá.

O corpo do ciclista foi enterrado nesta terça-feira (12), no Cemitério Jardim da Saudade, no Rio.

Claudio Leite da Silva, ciclista morto em atropelamento no Recreio — Foto: Reprodução/TV Globo

Claudio Leite da Silva, ciclista morto em atropelamento no Recreio — Foto: Reprodução/TV Globo

Morte na madrugada no Recreio

Leite era taxista aposentado. Ele era casado, não tinha filhos e costumava pedalar diariamente. Ele também gostava de participar de competições de ciclismo.

Imagens obtidas pela políciamostram o bombeiro consumindo cerveja em um posto de gasolina e depois aparecendo com outras garrafas de bebida na mão antes do acidente.

Bombeiro João Maurício Correia Passos aparece com garrafas antes de acidente — Foto: Reprodução

O exame de alcoolemiado capitão deu negativo. O teste foi realizado seis horas após o acidente, quando o militar foi encontrado após fugir do local do crime.

A despeito do resultado, a Polícia Civil manteve o indiciamento por homicídio com dolo eventual, fuga do local e embriaguez ao volante.

Na terça,a Justiça decretou a prisão preventiva do capitão. Durante a audiência de custódia, João Maurício admitiu ser alcoólatra e disse que precisa de tratamento.

Corpo do ciclista atropelado no Recreio será enterrado nesta terça-feira (12)

Corpo do ciclista atropelado no Recreio será enterrado nesta terça-feira (12)

Agressões e ameaças

João Maurício também foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por ter agredido a mulher.

A denúncia foi feita à Polícia Civil após "tapa e tentativas de estrangulamento". A pena prevista pelo crime de "vias de fato" é de 15 dias a três meses de prisão, além de multa.

Em depoimento no dia 5 deste mês, obtido pela GloboNews, a mulher do capitão do Corpo de Bombeiros afirmou à polícia ter ficado paraplégica depois de um acidente de trânsito causado pelo marido. Segundo ela, na ocasião o oficial estava alcoolizado.

A mulher afirmou que era agredida frequentemente dentro de casa. Inclusive, o caso mais recente teria ocorrido no mesmo dia da denúncia.

A vítima contou que tem dois filhos e é casada com o oficial há 15 anos.

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