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Com investimento de R$ 165 milhões, Alerj passa a funcionar no 'Banerjão'; Palácio Tiradentes vai virar museu

Com investimento de R$ 165 milhões, Alerj passa a funcionar no 'Banerjão'; Palácio Tiradentes vai virar museu

Com investimento de R$ 165 milhões, Alerj passa a funcionar no 'Banerjão'; Palácio Tiradentes vai virar museu

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) está de mudança. A nova casa do parlamento fluminense será no prédio onde funcionou por décadas a sede do extinto Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj), na esquina entre a Rua da Ajuda e a Avenida Nilo Peçanha, também no Centro da cidade.

A partir da próxima semana, o prédio que ficou conhecido como Banerjão será o endereço oficial da Alerj. A mudança custou R$ 165 milhões aos cofres públicos.

Já o Palácio Tiradentes, local que já foi sede da Câmara dos Deputados e da Assembleia Legislativa da Guanabara, passará a ser o museu do legislativo. A reabertura deve acontecer em outubro.

Antigo plenário da Alerj (Imagem de arquivo) — Foto: Julio Passos/Alerj

Antigo plenário da Alerj (Imagem de arquivo) — Foto: Julio Passos/Alerj

Nova casa do povo

O novo prédio da Alerj tem 34 andares e vai receber os gabinetes dos 70 deputados estaduais, as salas de comissões e o plenário, além dos espaços de serviços administrativos. Serão seis gabinetes por andar, cada um com 100 metros quadrados. No subsolo, há geradores de energia em caso de problemas elétricos.

Nesta quinta-feira (29), os parlamentares realizaram uma sessão de votação simulada para testar as novas instalações do plenário, que fica localizado no subsolo do edifício, onde era o cofre do banco.

Entre as modernidades do novo endereço, os deputados terão um moderno telão de votação, além de um tablet com identificação biométrica.

A reforma aproveitou a estrutura original dos anos 60: há janelas alemãs antirruído, o piso de granito preto, as paredes de mármore, o jacarandá que enfeita o hall dos elevadores e os próprios elevadores.

Outra diferença em relação ao plenário antigo é o local destinado à população durante as votações. Quando a pandemia acabar e o público puder voltar a acompanhar presencialmente as sessões, os cidadãos ficarão atrás de um vidro.

Os vidros vão diminuir a pressão popular em dia de grandes discussões, já que eles vão impedir que os deputados escutem quem estiver no local.

Estudantes acompanharam os debates nas galerias do plenário da Alerj — Foto: Divulgação/ Thiago Lontra

Estudantes acompanharam os debates nas galerias do plenário da Alerj — Foto: Divulgação/ Thiago Lontra

Segundo o presidente da Alerj, o deputado André Ceciliano (PT), é possível que seja instalado um telão na Praça Mário Lago, local conhecido como Buraco do Lume.

"Outros plenários, como a câmara federal tem vidro, o que a gente quer é acompanhar mais próxima, muito possivelmente teremos um telão para o buraco do lume", disse Ceciliano.

A nova sede da Alerj tem 18 elevadores, rampas e piso tátil. Como comparação, no Palácio Tiradentes, os cidadãos com mobilidade reduzida tinham que entrar pelos fundos.

Outra novidade é a presença de uma estação de tratamento de água no subsolo do prédio, que fará o reaproveitamento da água da chuva para os banheiros e aparelhos de ar-condicionado.

Ao todo, valor das obras para a mudança da Assembleia Legislativa do Rio custou cerca de R$ 165 milhões.

O preço da reforma foi bem maior do que o custo da nova sede da Assembleia Legislativa de Pernambuco, inaugurada há quatro anos. O local custou R$ 26 milhões.

"O custo total desse prédio é menos da metade do que a Alerj tem economizado por ano e devolvido ao governo. Segundo, ele tem um conjunto de externalidade, de agilidade e de modernidade. E terceiro, uma serie de obrigações que eram impossíveis nos prédios antigos", justificou o diretor geral da Alerj, Wagner Victer.

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