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Ana Botafogo lança biografia no Theatro Municipal do Rio

Ana Botafogo durante "Coppélia", um de seus balés preferidos. — Foto: Amir Sfair

Ana Botafogo durante "Coppélia", um de seus balés preferidos. — Foto: Amir Sfair

O resultado da observação atenta do médico cirurgião Ernani Ernesto Fonseca, de 95 anos, sobre a vida da filha pode ser visto nas 908 páginas do livro "Ana Botafogo: palco e vida". Biografia dedicada à mais popular da bailarinas brasileiras, a obra conta os detalhes da vida da artista, desde o primeiro contato com o balé e passando pela consagração como primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio.

A obra será lançada na tarde desta quarta-feira (1º), com sessão de autógrafos em uma área aberta do próprio Municipal, no Centro do Rio.

Por meio de uma parceria com o Instituto Bees of Love, o livro terá parte da venda destinada à reforma da Maternidade do Hospital Municipal Miguel Couto, que atende cerca de 200 mulheres por mês, muitas delas moradoras da Rocinha, Vidigal e Rio das Pedras.

"Meu pai guardou todos os registros da minha carreira desde o início. Para fazer o livro, além de usar a própria memória, ele fez uma pesquisa de cerca de 15 anos. Todos os recortes, todas as publicações sobre mim, está tudo no livro. Durante o processo, ele descobriu coisas das quais nem eu mesma lembrava. Depois de todo esse tempo, achamos que, enfim, estava na hora de lançar o livro".

A bailarina ao lado do pai, o médico cirurgião Ernani Ernesto Fonseca, autor da biografia. — Foto: Divulgação

A bailarina ao lado do pai, o médico cirurgião Ernani Ernesto Fonseca, autor da biografia. — Foto: Divulgação

Na obra, o doutor Ernesto conta detalhes do nascimento de Ana, em 9 de julho de 1957, do primeiro contato da filha com as sapatilhas, dos espetáculos iniciais na Academia Leda Iuqui, quando ainda assinava Ana Maria Fonseca, do treinamento na Europa e da escolha como primeira bailarina do Theatro Municipal, em 1981 - título que, apesar da aposentadoria dos palcos em 2016, ela ainda mantém.

“Neste livro, proponho contar a história que ainda não foi contada e que, presumivelmente, jamais seria, pois, em grande parte, pertence ao acervo exclusivo de minhas recordações e de minha vivência. O que sei, o que vi, o que senti e o que muitas vezes deduzi da vida particular e artística de minha filha, durante os anos em que eu e sua mãe a acompanhamos quase dia a dia”, diz o pai-autor, no prefácio.

Apesar de não participar mais do corpo de baile do Municipal, Ana ainda é funcionária da casa – além de primeira bailarina, ela foi diretora do balé entre 2015 e 2018.

Dos palcos, guarda lembranças permanentes dos anos de dedicação à dança. Sobretudo de dois balés em particular.

"Todas as obras me marcaram muito, mas quando paro para pensar nas minhas favoritas, meu coração fica dividido entre 'Giselle' e 'Coppélia'. Espero que, com a publicação do livro, crianças e jovens fiquem motivados para poderem se dedicar ao balé e participarem desse espetáculo".

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“Ana é uma grande parceira do Bees of Love, por ter o mesmo desejo que nós de mudar a realidade de quem mais precisa. Reformando a Maternidade do Miguel Couto, podemos propiciar dignidade, conforto e cidadania a milhares de mulheres no momento mais bonito de suas vidas”, diz Georgia Buffara, fundadora e presidente do Bees of Love.

O Instituto já tem uma história de parceria com Ana Botafogo. Uma das ações que fizeram juntos foi uma gala solidária no Theatro Municipal, em dezembro de 2019, a fim de levantar recursos para a reforma da cortina da boca de cena do palco.


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