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Após denúncia, Seap encontra celulares em celas vizinhas à de Glaidson, preso em esquema ilegal de bitcoins

Celulares apreendidos no Presídio Joaquim Ferreira, em Bangu, onde Glaidson está preso — Foto: Reprodução

Celulares apreendidos no Presídio Joaquim Ferreira, em Bangu, onde Glaidson está preso — Foto: Reprodução

A Corregedoria da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) encontrou nesta terça-feira (31) celulares com detentos do Presídio Joaquim Ferreira, em Bangu, onde Glaidson Acácio dos Santos está preso.

Glaidson e a mulher, a venezuelana Mirelis Zerpa, são suspeitos de chefiar um esquema de fraude ao sistema financeiro nacional se utilizando de aplicação em criptomoedas sem possuir autorização para isso.

Agentes da Seap fizeram a varredura depois que o Disque Denúncia recebeu a informação de que Glaidson estava usando telefones na cadeia.

“A equipe não encontrou qualquer aparelho com Glaidson, mas os agentes encontraram em celas vizinhas celulares, relógios com tecnologia para recebimento de mensagens e um roteador”, afirmou a Seap, em nota.

O material foi apresentado na 34ª DP (Bangu), que vai investigar o caso.

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Glaidson Santos e Mirelis Zerpa investigados pela PF por sonegação fiscal e fraude ao sistema financeiro— Foto: Reprodução

Glaidson Santos e Mirelis Zerpa investigados pela PF por sonegação fiscal e fraude ao sistema financeiro — Foto: Reprodução

A Operação Kryptos

Glaidson foi preso no último dia 25 por crime contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e organização criminosa, dentro da Operação Kryptos.

Segundo as investigações, Glaidson, cujo histórico profissional era de garçom, movimentou em pouco tempo R$ 38 bilhões em suas contas.

O suposto esquema financeiro da GAS Consultoria Bitcoin prometia lucros de 10% ao mês nos investimentos em bitcoins, mas a força-tarefa afirma que a GAS nem sequer reaplicava os aportes em criptomoedas, enganando os clientes duplamente.

Também foram apreendidos com Glaidson quase R$ 150 milhões em bitcoins.

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O Fantástico revelou, há duas semanas, denúncias sobre o esquema de pirâmide financeiro disfarçado de investimentos em criptomoedas.

Quando a equipe de reportagem tentou falar com Glaidson, em Cabo Frio, ele reclamou com o chefe da sua segurança, como mostra uma ligação, interceptada pela Polícia Federal.

“Chegou aqui repórter. É pra pegar pra amarrar e eu vou decidir o que vai fazer. Não vai fazer nada. Só vai segurar. Prender aonde? Prender na sala. Não sai. Toma o celular. Tá com a arma na mão, pô. Usa a autoridade. Me dá aqui o celular. Abre aqui agora. E manda apagar tudo o que foi filmado. Aí liga pra mim: 'Glaidson, o que você quer fazer?'. Aí vocês só vão fazer isso. O resto, deixa comigo."

Outra ligação, em 23 de agosto, mostra que a organização criminosa se preparava pra fuga de Glaidson.

O plano era ir pra algum país do Mercosul, porque poderia entrar só com a identidade. Ele estava sem passaporte, porque aguardava um visto dos Estados Unidos.

No telefone, um integrante do esquema diz pra outro o que falou com Glaidson: 'Pega sua identidade e vaza daqui pra lá. Quando seu passaporte sair, você manda seu piloto vir buscar seu passaporte. A cara dele já tá estampada agora na TV. Então, assim... Ele já tá chamando a atenção. Não pode ir com todo mundo... Com cachorro, com periquito, com papagaio".

As duas interceptações foram decisivas para o Ministério Público Federal e a Polícia Federal pedirem a prisão dele, apontado como o chefe do esquema.

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