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Estudo do ISP mostra que maior parte de policiais mortos de forma violenta no Rio nos últimos cinco anos estava de folga

Um estudo do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostrou que entre os anos de 2016 e 2020, a maioria dos policiais mortos de forma violenta no Rio de Janeiro estava de folga. No total, ao longo do período 506 policiais foram mortos em todo o RJ, sendo 148 em serviço - 133 PMs e 15 civis - e 358 em folga - outros 331 militares e 27 civis.

Segundo dados fornecidos pelas polícias Militar e Civil e presentes em "Vitimização policial no estado do Rio de Janeiro: panorama dos últimos cinco anos (2016-2020)", a maior parte das mortes aconteceu na capital, no horário entre 18h e 0h, e 76,1% dos agentes estavam lotados em unidades operacionais.

A diretora-presidente do ISP, Marcela Ortiz, destaca que as informações são importantes para que sejam definidas políticas públicas para melhorar as condições de trabalho dos agentes. Ela destaca que existe atualmente um desafio relacionado à qualidade de vida dos policiais.

"Os nossos dados mostram que há um desafio também no que diz respeito à saúde mental dos policiais. O importante de trazer esses dados para a sociedade é justamente mostrar que, apesar desses agentes do Estado terem o monopólio da violência, eles também são vítimas dela e isso precisa ser combatido", afirmou Ortiz.

Mortes violentas

Sobre o motivo das mortes não-naturais de policiais no RJ, 71,9% delas foram causadas por letalidade violenta: homicídios, encontro de cadáver, lesão corporal causada por arma de fogo e roubo seguido de morte causada por arma de fogo.

Entre os dados que chamaram a atenção dos pesquisadores, está o que em cada dez vítimas de latrocínio no Rio de Janeiro, uma era policial.

E nos últimos cinco anos, 35 policiais tiraram as próprias vidas. Trinta e um deles estavam de folga e quatro em serviço.


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