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Rei Arthur consegue transferência de processo na Justiça e deixa de ser julgado por Bretas

O empresário Arthur Soares Filho, o Rei Arthur, que mora em Miami e é investigado e denunciado por vários crimes, conseguiu que alguns processos contra ele não sejam mais julgados pelo juiz Marcelo Bretas — responsável pela Lava Jato no Rio.

O Ministério Público Federal pode recorrer da decisão.

A decisão é da Primeira Turma do Tribunal Regional Federal 2 (TRF2). Os processos tratam de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro investigados na Operação Favorito.

Arthur Soares Filho foi denunciado porque, segundo o Ministério Público Federal, pagou propina de US$ 1 milhão ao ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Paulo Melo.

O dinheiro, de acordo com o MPF, foi usado na compra de um apartamento em Miami, em nome de outra pessoa.

A investigação mostrou que o pagamento garantia facilidades e proteção em relação aos contratos das empresas do Rei Arthur com o governo Sérgio Cabral.

Foto de arquivo: Arthur Soares, conhecido como Rei Arthur, durante caminhada em Miami, nos Estados Unidos — Foto: Reprodução/ Fantástico

Foto de arquivo: Arthur Soares, conhecido como Rei Arthur, durante caminhada em Miami, nos Estados Unidos — Foto: Reprodução/ Fantástico

A desembargadora Simone Schreiber, que foi relatora, entendeu que não há conexão desses fatos com os outros da Operação Lava Jato. E, com o voto de outros desembargadores, determinou que os processos saiam das mãos do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, e sejam julgados na justiça estadual.

A decisão liminar — um habeas corpus — beneficia todos os citados no processo, como o próprio Paulo Melo e o empresário Mário Peixoto, e atendeu ao pedido dos advogados de Rei Arthur.

Entre eles está Nythalmar Dias Ferreira, que é investigado por supostamente tentar captar clientes investigados pela Lava Jato do Rio. Nythalmar chegou a ser alvo de buscas em outubro do ano passado.

Fontes envolvidas na investigação contra o Rei Arthur disseram ao RJ2 que o julgamento do processo na justiça estadual pode ficar prejudicado, já que o juiz federal acompanhou todos os detalhes da investigação desde o início.


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