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Homem que matou ex em 2019 é condenado a 25 anos de prisão - Notícias - R7 Rio de Janeiro

O homem que matou a ex-namorada Luiza Nascimento Braga em 2019 foi condenado a 25 anos e quatro meses de prisão às 21h35 desta quinta-feira (25). Em julho daquele ano, a estudante da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, de 25 anos, foi encontrada com sinais de estrangulamento e ferimentos de faca no pescoço e no rosto no apartamento de Bruno Ferreira Correia, na zona oeste da cidade.

Na sessão de julgamento, o também aluno da Uerj respondeu que seu estado civil era "viúvo", o que causou indignação dos parentes e amigos da vítima. Segundo o depoimento de Bruno, o crime teria sido motivado por ciúme, após encontrar "mensagens e fotos que indicavam uma traição" no celular da estudante.

Ele foi condenado pelos crimes de feminicídio e homicídio triplamente qualificado: motivo banal, emprego de crueldade e sem possibilidade de defesa da vítima. A sentença foi dada pelo Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri da Capital, pelo presidente do júri, juiz Daniel Werneck Cotta.

A estudante de Ciências Sociais foi encontrada morta no dia 22 de junho de 2019 pelos pais. Ela estava desaparecida há três dias, quando teria recebido um chamado de Bruno, para levá-lo ao hospital. Na época, a família da jovem acreditava que ela teria sido atraída ao local, no bairro do Anil.

A sessão começou às 14h30min de ontem. Quatro homens e três mulheres atuaram como jurados. Ao todo, foram ouvidas duas testemunhas de acusação - uma colega da vítima, estudante do curso de cinema, que foi a última pessoa a vê-la com vida, além da mãe de Luiza. 

Uma testemunha de defesa também foi ouvida: a vizinha dos avós que criaram Bruno desde pequeno, em Nova Friburgo, na região serrana do estado. No interrogatório, por orientação da defesa, Bruno respondeu apenas às perguntas formuladas pelo defensor público e pelos jurados.

O homem contou que, no dia do feminicídio, olhou o celular da vítima enquanto Luiza tomava banho. Ele alegou ter encontrado "mensagens e fotos que indicavam uma traição", o que motivou uma discussão. Depois da vítima tentar tirar o celular das mãos de Bruno, ele afirmou não se lembrar de mais nada.

O juiz Daniel Werneck Cotta destacou a crueldade empregada no assassinato de Luiza como uma das principais razões para o cumprimento da pena em regime fechado. 

O pai de Luiza Braga, Luiz Antônio Pereira, diz ter recebido uma mensagem da filha depois do desaparecimento, no dia 19 de julho de 2019, mas desconfiou não ter sido enviada por ela. Até a morte da jovem, nem Luiza, nem Bruno atendiam ligações telefônicas. 

Foi então no dia 22 que os pais da estudante foram ao apartamento do ex-namorado dela e encontraram o corpo de Luiza enrolado em um cobertor. Na época, Bruno fugiu para Nova Friburgo, onde foi preso 46 dias depois.

A ONU (Organização das Nações Unidas) considera a Lei Maria da Penha como uma das três melhores legislações do mundo aplicadas contra a violência de gênero. Somada à lei, as DDMs (Delegacia de Defesa da Mulher) atendem exclusivamente ocorrências em situação de violência doméstica ou familiar e infrações contra a dignidade sexual praticadas contra pessoas com identidade de gênero feminino e contra crianças e adolescentes.

Para 90% dos brasileiros, local de maior risco de feminicídio é dentro de casa

Além do registro de ocorrência e assistências dessas delegacias, as denúncias em caso de violência contra a mulher podem ser feitas pela Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180). A ligação é gratuita para todo o território nacional e também pode ser feita dos outros países, 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Em 2021, o Rio de Janeiro um aumento de 60% dos casos de feminicídio nos seis primeiros meses do ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. 

*Estagiária do R7, sob supervisão de Ingrid Alfaya


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